Blog do Chicão

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Textos desta página:

 

Jesus numa moto

Poesia: Duas Mulheres

A história de Juliana

Marconi caiu na real

Animais de criação: uma extinção por mês

Conversa no supermercado

Conversa no supermercado 2

Gasto de custeio do governo federal - Mais uma manipulação da mídia

A vida é dura lá fora

Paz em Israel. Guerra no Brasil.

Livro escolar e a paixão da editora Abril pelo PSDB e o Fernando Henrique

A primeira noite com Maria de Lourdes

Vídeo Greenpeace

Um pouco sobre o Irã

Dia sem carro. O Jorge está em campanha.

Poesia: A Lua no Cinema

Mostrar o que é belo, a missão do Blog.

 

 

 

 

17/09/2007

Jesus Numa Moto

 

 

Abaixo você pode ler parte da letra da música Jesus Numa Moto, composta por Guarabyra (da dupla Sá e Guarabyra) com o Zé Rodrix.

  

"Preso nesta sela de ossos, carne e sangue.

Dando ordens a quem não sabe,

Obedecendo a quem tem.

Só espero a hora em que o mundo estanque,

Para me aproveitar do conforto de não ser mais ninguém.

Eu vou virar a própria mesa.

Quero uivar numa nova platéia..."

 

 "Nada no passado.

Tudo no futuro.

Espalhando o que já está morto,

Para o que é vivo crescer...

Sob a luz da Lua,

Mesmo com o sol claro.

Não importa o preço que eu pague

O meu negócio é viver...

Eu vou virar a própria mesa.

Quero uivar numa nova platéia..."

 

 

Desde a primeira vez que escutei esta música me identifiquei com ela. Sua letra é fantástica, um hino à liberdade. Ela descreve alguns dos requisitos básicos para ser um livre pensador:

 

1)      sentido de finitude: tudo começa e termina. Tudo tem seu ciclo. Se prender ao passado é arrastar “o que já está morto”.

2)      Capacidade de observar a realidade, retirando as máscaras que a recobre: “dando ordens ...,  obedecendo ...” ver a realidade de perspectivas diversas é a melhor forma de começar a romper com as máscaras e com as mentiras que se cultiva em nome da adaptação social.

3)      Coragem: “não importa o preço que eu pague”, quando se rompe com os valores e crenças sociais corre-se um risco que é inerente a viver e experimentar. Fazer esta ruptura sem dó e com equilíbrio é o segredo.

4)      Desapego: “nada no passado, tudo no futuro”. O livre pensador deve se desapegar do passado, a mente humana está muito treinada para se proteger ao invés de viver e criar. Para isto ela considera fundamental o passado e sua mágoas, rancores, traumas, o todo caldo negativo que ele carrega para o presente, não importa onde vá. Em outras palavras, a mente humana deve aprender que ela possui o poder e o preparo para perder, e que isto é ótimo para a saúde mental das pessoas. Deus nos constituiu assim. Não que seja gostoso perder, mas, com certeza, é necessário.

5)      Cultivo ao que é essencial: existe o que é essencial e o que é secundário. Normalmente o que é primário (essencial) é o que deriva da natureza, da vocação pessoal e o que gera sentimentos sutis e bons pensamentos (bons pensamentos não quer dizer pensamentos positivos, o bom pensamento é o que é mais adequado à realidade). Na música o frase “preso nesta sela...”, revela que frente à liberdade o corpo é muito pouco.

6)      Liberdade em vez de imagem: a imagem distancia o indivíduo da realidade. Este é um grande problema. Ninguém come imagem, beija imagem, etc. Outro dia eu fui dar uma palestra em uma escola pública, no curso noturno, na qual as pessoas estudavam e ganhavam no máximo 800 reais por mês e eram proprietários de celulares que custavam mil reais. Símbolo de status e de pobreza futura: pobreza de dinheiro e pobreza intelectual. Eles estão perpetuando um jogo milenar na qual quem cria as necessidades e as imagens fica com o dinheiro, com o poder, com as melhores mulheres e com as mordomias. Basicamente um Livre Pensador deve evitar de acreditar no que é a “ordem” da sociedade. Ex: se você não tiver um celular caríssimo, você está “por baixo” – inferior. Daí vem a sabedoria da frase: Para me aproveitar do conforto de não ser mais ninguém.

7)      Capacidade de brincar e de experimentar: isto é fundamental. Quem perde a capacidade de brincar endurece, envelhece e perde a vitalidade. Começa a ser um reprodutor de idéias, que pouco aprende e, depois, quando há necessidade de aprender algo novo diz: “minha mente já não é mais a mesma”. Pudera, sua mente ficou anos sem ser estimulada, só reproduzindo idéias, foi morrendo aos poucos. Brincar e experimentar constitui a “musculação” que o cérebro necessita para se manter saudável. Na música há várias brincadeiras com as palavras, o que cria sua poética.

 

Ser um Livre Pensador é estar livre para ser. Não há satisfação maior que esta.

 

 

 

16/09/2007

Poesia do Chicão

 

Duas Mulheres

 

 

Picasso, duas mulheres correndo na praia.

 

 

Ah! Liberdade...

Ah! felicidade ...

Porque te escondo atrás de mil máscaras?

Porque te escondo atrás de mil regras?

Não é tão mais simples sentir o vento tocando em meu seio?

 

 

 

 

14/09/2007

A história de Juliana

 

Quem me conhece sabe que nunca me envolvo com a mulher do outro. Tem muita mulher no mundo e com menos chance de ter problema. Assim sendo busco sempre mulheres solteiras para saciar minha sede de diversidade sexual. Houve três vezes que não aconteceu assim. Uma foi quando conheci a Juliana.

Fui convidado a dar uma palestra, entre os que me escutaram estava uma morena com lindos cabelos anelados, olhos cor de azeitona e um sorriso vibrante que demonstrava que ali estava uma mulher de personalidade. Em alguns momentos sua face mudava: ficava distante e pensativa. Havia naquela mulher um conflito claro. A palestra continuou e a esqueci. No final dei meu telefone, caso alguém quisesse entrar em contato...

Passada alguns dias a Juliana me ligou. Não sabia quem era ela. Ao se descrever logo lembrei da morena. Em pouco tempo o papo foi ficando menos formal e ela me disse que ficou fascinada por saber um pouco da minha história e de como eu lutei para ser verdadeiro comigo mesmo. Ela disse que minha história mexeu muito com ela porque ela vivia uma situação inusitada (observação: estou condensando uma série de conversas): ela amava o marido, os filhos e adorava a vida familiar. Como profissional era bem sucedida, tinha amigos, dinheiro. Como mulher era muito infeliz. Ela tinha muito desejo sexual e o marido não tinha nenhum. Ela se sentiu durante muito tempo rejeitada até que descobriu que o problema não era com ela. Era com ele. Foi um grande avanço, mas que a deixou muito mal por perceber que não haveria solução. Com o tempo reduziu seu sofrimento se masturbando. Diariamente reduzia sua fissura por sexo com as mãos. Depois de várias brigas com o marido ela resolveu recorrer a apetrechos de sex-shop. Ela brincava e se satisfazia “médio”. Se sentia vulgar, sentia culpa de ter desejo sexual, tinha medo de perder tudo por causa disto. O marido a incentivou usar os apetrechos sexuais, que o substituíam. Ela assistia filme erótico, sonhava em transar com o marido e até com outro homem. Enfim, com o passar dos anos começou a ter uma vida sexual paralela (sem trair o marido). O marido por sua vez foi se acostumando com o fato da esposa ter uma vida sexual independente dele. Tudo acontecendo de modo suave e lento.

As histórias acontecem na vida das pessoas lentamente, de modo que elas vão se envolvendo e vão abandonando antigos limites. Foi isto que aconteceu com a Juliana e com seu marido. Ela já havia amadurecido a idéia dela "sair" com outro homem; e ele também. Superar o medo e comunicar ao outro sua decisão era a parte mais difícil. Neste momento eu entro.

Juliana não queria trair o marido, queria a autorização dele. Uma coisa difícil de se pedir. Ele estava esperando o momento em que descobriria que ela tinha outro e estava pronto para aceitar, desde que ela não tivesse envolvimento afetivo. Os dois não queriam correr riscos. Mas, toda decisão envolve riscos e neste caso um alto risco, pois se referia a uma área onde havia uma imaturidade no casal. Ela queria dar para outro e ele não se importava, desde fosse só sexo. Era uma decisão tomada solitariamente e em segredo pelo dois ...

Conversando comigo ela chegou a conclusão de que iria para cama com alguém, veria se valeria a pena, para só então conversar com o marido. Fiquei fascinado pela história. Me senti atraído, aquilo era um sonho de todo macho: comer a mulher do outro, que não o interessava. Ela também se interessou por mim e fomos satisfazer nossas curiosidades.

Confesso que a primeira transa não foi tão boa. Ela adorou. Eu a achei meio perdida. Teria que ser seu professor. Ensiná-la a se soltar e a se entregar para um homem. Ela deveria aprender a abrir as pernas, a boca a alma ...

Saímos uma segunda vez, uma terceira, uma quarta e ela nada de conversar com o marido. Tinha receio. A transa melhorou muito. Mas, sinceramente, não queria ser o amante anônimo. Queria ser mais: o único homem, aceito pelo marido como o cara que dava prazer para a mulher dele. Ela seria só minha (sexualmente falando) e o marido ficaria feliz e sem culpa por eu existir. Esta expectativa me enchia de tesão. Eu tive paciência, pois sabia o quanto era delicada a situação.

Continuei saindo com ela por mais uns dois meses, sempre escondido. Um belo dia estava almoçando em um restaurante quando chegou um cara e perguntou se poderia sentar-se à mesa. Eu respondi que sim e pensei: “este cara quer conversar e eu não estou a fim”. Realmente, ele puxou papo, falou de vários assuntos, até que percebi que ele me conhecia. Era o marido da Juliana. Quase morri de susto e de apreensão. Ele disse que fazia um mês que sabia de mim e que pediu tempo para a esposa para investigar minha vida. O cara disse: "fiquei tranqüilo com você e seu harém de mulheres. Certamente você não vai querer roubar minha esposa de mim". Escutei calado. Eu estava nervoso e o cara tranqüilo. Ele perguntou qual era meu interesse na Juliana. Menti que era apenas sexo. Ele se satisfez com isto. Fez várias perguntas para confirmar que eu só me interessava por sexo. Satisfeito foi embora. Como vingança deixou sua conta para eu pagar.

Ele se foi e eu fiquei aliviado. Liguei para a Juliana que atendeu eufórica. “Ele conversou com você e liberou a gente para ficar junto”? Eu disse que sim. E falei: “eu também tenho as minhas exigências”... Fomos para um motel conversar. Lá eu disse: “Jú, mulher para transar eu tenho aos montes. Você tem uma vantagem que é a situação de eu te comer com o apoio do seu marido. Só que eu quero mais, quero te ensinar a me servir na cama, assim como eu te sirvo. E quero que você se esforce para fazer nossos encontros sempre agradáveis. Nós devemos ser amigos, parceiros, confidentes, confiantes e determinados a aproveitar o máximo um do outro. Eu faço questão de aproveitar cada centímetro do seu corpo e da sua alma”.

Transei com ela por mais de cinco anos. Quando eles resolveram ter o segundo filho me afastei alguns meses para não ser eu a engravidá-la. Nestes meses de tentativa de gravidez a Juliana pode demonstrar para o marido todas as habilidades sexuais que havia aprimorado. O marido aos poucos foi tomando gosto pela atividade sexual. Por isto Juliana se foi e não voltou.

Esta história demonstra a dificuldade das pessoas em aceitarem que existe uma arte muito nobre e que deve ser cultivada com muita pedagogia: a sexualidade humana. A melhor lição: a mulher que aprende a trepar muito bem, com o corpo e com a alma, consegue despertar para o sexo até aqueles que não possuem o menor interesse.

 

OBS: até hoje eu e a Juliana batemos longos papos, por telefone. Ela é uma pessoa fantástica...

 

 

Porque não se alegrar com a beleza?

Porque não cultivar o usufruto?

 

 

 

 

13/09/2007

Marconi caiu na real

 

Conheço Marconi desde a minha infância. Ele era um garoto como outro qualquer, que cresceu jogando bola, andando de bicicleta e brincando na rua. Uma vida bem diferente da que seus filhos tiveram. Dois garotos e uma menina que foram criados em apartamento, brincando com brinquedos eletrônicos. Marconi tem uma típica família de classe média: dois carros, três televisões, videogame e toda sorte de brinquedos a pilha.

Hoje seus filhos têm idade de 17 anos, quinze anos e 13 anos. São os típicos adolescentes criados a base de shopping center, clube e televisão. Ele gostava de me criticar porque meus filhos quase nunca assistiam televisão. "Você é um idealista que ainda não entendeu que o mundo mudou ..." dizia ele. O sorriso no rosto denunciava um sentimento de superioridade frente a mim. Ele se achava mais esperto, seus filhos melhores adaptados, ou seja, ele era melhor.

Hoje Marconi está chorando, seu filho mais velho está atolado na cocaína e sua filha mais nova revoltada e mal educada. É um sofrimento muito grande para um pai e ver o fruto da sua educação. O sofrimento é maior porque ele observa meus filhos educados, trabalhadores, felizes e companheiros. O você sabe o que ele fez de errado? Ele fez tudo o que a maior parte dos pais fazem: trabalham muito para oferecer bens materiais e se esforçam pouco para serem verdadeiramente companheiros.

O que Marconi descobriu? Ele descobriu que sua família simplesmente não conversava. Cada um chegava em casa assistia seus programas de tv favoritos, cada um tinha seu computador e seu tocador de cd. Ninguém tinha que compartilhar nada. Nada era dividido. Por um lado, esta era a garantia de menos briga entre os filhos. Como nada se dividia não havia espaço para a briga, mas também não havia espaço para o diálogo, para a democracia dentro de casa e principalmente para aprender a tolerar a frustração. A refeição era feita em horários diferentes com a desculpa de que a vida era corrida. O vazio criado nas crianças por causa da distância dos pais era disfarçado com pedidos contínuos de objetos de consumo (o tal sonho de consumo). Se faltava o diálogo, sobrava objetos de status. 

Marconi sempre quis ter diálogo com os filhos. Mas, criou uma vida que tornou isso quase impossível. O tempo foi passando... e o resultado chegou. A gente paga pelo que a gente faz, mesmo que a gente não perceba a gravidade da situação. Ele sonhou com uma vida e criou outra, como milhões de outros pais.

Marconi está chorando. Me procurou e me pediu para ser sincero sobre a situação da sua família. Eu disse: "Cara, você criou um bando de burguesinhos que não conhecem a boa frustração. Porque todos nós nos frustramos. A boa frustração é aquela que nos ensina coisas positivas e construtivas. Como, por exemplo, a frustração que nos ensina a dividir e compartilhar uma televisão, assistindo os mesmos programas, nos mesmos horários. Ou a boa frustração que nos ensina que roupa de marca é algo totalmente dispensável. Existe a péssima frustração que é, por exemplo, aquela em que o sujeito fica frustrado e se sentindo desvalorizado por que não está com a roupa da marca a moda. Em outras palavras, faltou você oferecer a seus filhos a boa frustração”.

Marconi chorou. Ele sabia de tudo o que eu estava falando. Ele porém, não considerou isto prioritário. O que era prioritário, de fato, era ter uma família com aparência de feliz. Os conflitos ficaram escondidos e os maus exemplos foram dominando. Tudo foi acontecendo devagar, a medida que o foco era mudado para o que não era essencial. Se faltava tempo para compartilharem coisas simples da vida, sobrava para se preocupar com os vários cursos (mal feitos) que cada um fazia e com as vulgaridades da vida baseada em orgulho e vaidade.

Marconi caiu na real. Descobriu que os valores que a televisão divulga são aqueles que servem para elas ganharem dinheiro. Ele sempre riu de mim quando eu dizia que a quantidade de notícias ruins que passam nos telejornais tinham como a finalidade viciar as pessoas em negatividades. Pessoas carregadas de negatividades tendem a ficar cansadas e menos ativas. São essas pessoas que se entopem de televisão. Pessoas felizes são mais ativas e assistem menos televisão. Marconi ria desta minha teoria. Agora, ele chora e concorda comigo.

É tempo de resgatar o diálogo e a boa frustração. É tempo de ensinar seus filhos a dividir, a dialogar e a compartilharem. É tempo de cobrar que tudo seja feito super-hiper bem feito. Nos tempos atuais é importantíssimo desenvolver atividades conjuntas da família e desligar a televisão.

Na minha família de segunda a quinta não se liga a televisão. Isto foi fundamental para que nós acostumássemos a conviver uns com outros e a desenvolver atividades conjuntas.

Marconi caiu na real. Quando será que as pessoas vão entender que nada substitui a vivência conjunta.

 

 

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12/09/2007

Animais de criação: uma extinção por mês

 

  O planeta possui centenas de raças diferentes de galinhas.  Algumas são escolhidas para sofrerem processo de melhoramento genético a fim de produzir mais ovo ou engordarem mais rápido para irem ao abate. O que acontece com as outras centenas de raças? Grande parte está sendo extinta progressivamente. Este é o alerta da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Uma das saídas é a preservação desse patrimônio de biodiversidade em bancos genéticos. Outra é manter criatórios especializados nestes animais, com subvenção pública ou de fundações privadas. No caso de países ricos esta tem sido a solução: políticas estatais e alguns criadores conservam a maior parte das raças autóctones da Europa e da América do Norte, acrescentou.

Assim, o grande risco de extinção acontece nos países subdesenvolvidos. No caso do gado 70% das raças estão nestes países. Ovinos, caprinos e aves também possuem a maior diversidade nos países em desenvolvimento.

Nos países ricos o gado tem "uma base genética muito estrita e altamente especializada", já que 90% vêm de apenas seis raças rigorosamente definidas. Nos países em desenvolvimento e pequenos produtores agrícolas abandonaram a criação de animais tradicionais em favor de raças de rendimento mais elevado importadas dos Estados Unidos e da Europa. De acordo com os especialistas, será impossível salvar todas as raças ameaçadas, o que torna necessário o estabelecimento rápido de bancos de genes a fim de conservar o esperma e os óvulos dos animais das raças em risco de extinção”.

Exemplos

“A vaca Holstein Friesian, grande produtora leiteira, está presente em 128 países. As criações das galinhas poedeiras White Leghorn e os porcos Large White de rápido crescimento também se estenderam sensivelmente”.

“Em Uganda, a raça autóctone de bovinos Ankol, famosa por seus grandes chifres, poderia desaparecer em 25 anos, já que ela vem sendo substituída pelas Holstein Frisonne, que produz mais leite”.

“Numa seca recente que assolou esse país, no entanto, apenas os produtores que tinham mantido suas vacas da raça Ankol puderam salvar seu rebanho. A raça ugandense foi capaz de chegar a fontes d'água mais longínquas, o que não possível entre as vacas importadas”.

“Outro exemplo é o Vietnã. No norte desse país, a população de porcos em 1994 era composta por 72% de raças locais, enquanto hoje esse número é de apenas 26%”.

“Os cientistas ressaltam que as espécies oriundas dos países em desenvolvimento são indispensáveis para a adaptação do gado às condições climáticas e sanitárias difíceis de alguns países”.

Note bem: nos países ricos as pessoas se juntam para resolver coletivamente os problemas. Buscam soluções racionais e valorizam o conhecimento técnico e a educação. Nos países pobres as soluções comunitárias são menos comuns, sendo que grande parte delas são capitaneadas por religiões gerando pensamentos fantásticos e irracionais. É por isto que vemos procissões enormes acontecendo cada vez que há seca no nordeste do Brasil. Esta não é a saída, obviamente.

Estes mesmos que vão para a procissão não valorizam a educação e muito menos se mobilizam para buscar soluções técnicas. Outro dia eu vi um belo trabalho de uma ONG que descobriu uma forma de melhorar a extração de uma árvore da Amazônia. O que é esta ONG: um grupo de classe média que se interessou em conhecer o problema e resolvê-lo tecnicamente. Qual o envolvimento da população local no feito? Provavelmente nenhum.

Eu sou radicalmente a favor da reforma agrária e de invasão de terras griladas ou improdutivas. Mas, sou radicalmente a favor das pessoas, para receberem a terra, passarem por treinamentos de vários anos para produzir e produzir de forma ecologicamente sustentável. Sem esforço e sem mudar a forma de pensar destas pessoas pouco se constrói.

Os animais de criação do terceiro mundo estão correndo risco de extinção séria porque a população não cuida do próprio lixo, não valoriza a própria saúde e a própria educação. Será que irão valorizar estes animais? Falta a valorização do próprio meio em que vivem, falta valorizar o conhecimento e a busca por soluções racionais e comunitárias. Não é só falta de dinheiro.

(texto escrito utilizando algumas informações da folha de S. Paulo)

 

NINGUÉM É INOCENTE

Cada um pode e deve assumir as responsabilidades pela própria vida. O que alguns podem fazer é facilitar a vida de outros.

 

Mesmo eles devem ser responsáveis por si próprios. 

Quadro de Cândido Portinari, retratando pessoas sofredoras fugindo da seca, 

 

 

 

11/09/2007

Conversa no supermercado

   

Eram 7 horas da manhã quando saí de casa para ir ao supermercado comprar alguns ingredientes para o almoço especial que estava preparando. Depois de pegar o que queria me dirigi para a fila, que estava enorme. Todos estavam calados, cada um cuidando da sua vida. Puxei papo com a senhora que estava ao meu lado. Após falar amenidades ela desatou a falar mal de políticos. Eu me calei. Outras pessoas entraram na conversa, que ganhou os tons emocionais negativos tradicionais. A senhora falava, com rancor, que o Lula não havia estudado na vida. Outro, elogiando, respondeu que ele tinha uma pequena indústria que nunca teve acesso a linha de crédito do BNDES, até o PT ser governo e isto mudar para melhor. Um outro cortou falando que político é tudo ladrão, “é só vocês verem este Serra sanguessuga, o buraco do metrô nem aparece mais nos jornais, ele deve ter comprado o silêncio”. E a conversa foi aumentando em intensidade e em negatividade. Esta negatividade mobilizava mais participantes que falavam ao mesmo tempo... Eu calado, só observando e pensando: “será que se fosse para falar algo positivo ou algo construtivo as pessoas estariam tão envolvidas”?

 

As pessoas falavam com raiva e rancor, junto com uma “justa” indignação. Em dado momento um dos participantes virou para mim e falou: “e você, o que você acha dos políticos”? Eu respondi: “meu amigo, eu acabei de dar uma bela trepada com a minha esposa. Estou numa paz incrível. Você quer que eu troque minha paz por esta discussão onde só há coisas negativas? Me desculpe, mas prefiro cultivar este sentimento gostoso”.

 

Imagina só, eu, Chicão, trocar a sensação gostosa pós-orgasmo por um monte de sentimentos e pensamentos negativos? Jamais. Já faz tempo que saí desta. Hoje cultivo o que há de bom. Cultivar é perpetuar, é prestar atenção, é sentir. Te garanto que sentir a leveza corporal, o relaxamento muscular e a beleza pós-coito é muito melhor.

 

Infelizmente, a maior parte das pessoas concluiram que eu falei pornografia. Alguns se sentiram constrangidos, principalmente quando eu descrevi as belezas das sensações pós-orgasmo. Eu aprendi a ser verdadeiro. Eu aprendi que se as pessoas podem falar o negativo eu posso falar o positivo. Aprendi que o positivo é como uma faca cravada no peito de muitos hipócritas. Por isto, falar com cuidado e com poesia é fundamental.

 

Rapidamente a conversa voltou ao seu “alto” nível. Alguém falou que os vereadores deviam morrer... Eu voltei ao meu silêncio e agradeci a Deus por ter me tornado diferente deles. Continuei a cultivar as sensações benéficas do gozo bem feito. Eles seguiram em suas sagas de rancor e cultivo da negatividade.

 

Quando estava indo para o carro uma pessoa me chamou e disse que achou muito legal o que havia dito. Eu repeti que cada um é responsável pelo que cultiva em pensamentos, sentimentos e sensações. Fui embora sabendo que pelo menos um Escutou (com E maiúsculo) o que havia dito. O mais importante é que fui embora sem me contaminar pela forma de ser daquelas pessoas. Certamente, a trepada que dei ficou mais gostosa porque “durou mais tempo” e me trouxe paz de espírito para vivenciar o que há de bom e construtivo.

 

 

Conversa no supermercado 2

   

Cada um escolhe o que cultiva. Alguns estão tão viciados em negatividades que somente elas são capazes de mobilizá-los. Prestem atenção neste exemplo que demonstra o que estes viciados em negatividades fazem:

- O sujeito está com raiva do chefe dele. Sai com o carro e fica puto com alguém que passa na frente dele. Depois xinga o motorista que dirige mais devagar... -

O que ele está fazendo:

a) perpetuando o sentimento (a raiva)

b) ampliando e diversificando os focos do sentimento (vários motoristas passam a ser o foco da raiva)

c) atenção e observação são dirigidas para onde estão possíveis problemas

d) valorização de outros sentimentos que reforçam o primeiro (ele se “vinga” do motorista xingando-o)

O resultado é alguém totalmente dominado pela raiva, rancor, ódio e desejo de vingança. Isto é cultivado e perpetuado no tempo.

 

As letras a, b, c, d podem ser usadas em outro sentido também (no sentido do que é construtivo e positivo). Foi exatamente isto que fui fazer no supermercado. Alongar e cultivar as boas sensações pós-orgasmo. Eu estava alegre, dinâmico e satisfeito, desta forma é muito mais fácil diversificar a alegria e cultivar o desejo complementar de servir ao próximo (b, d): fui comprar ingredientes para um almoço especial que queria fazer. Observar o que estava sentindo e a satisfação de fazer algo bom ajuda a perpetuar o bom sentimento (a). Observar a realidade como fonte de satisfação e de oportunidades é essencial, assim fui ao supermercado e fiquei de olho em oportunidades que tornassem mais legal o meu “objetivo” (c) – foi assim que me alegrei mais ainda ao comprar queijo para fondue que estava em ótima promoção.

 

Observar a realidade em busca de fontes complementares de alegria e cultivar o que é construtivo é fundamental para quem quer ser um livre pensador. Observem que tudo o que lhes informo é profundamente racional e objetivo. As oportunidades são aproveitadas e a satisfação é ampliada, esta é a função e a meta.

Estava eu andando no supermercado observando as pessoas, as mercadorias e a mim mesmo. Em dado lugar encontrei uma senhora de idade avançada com a netinha comprando alimentos. A senhora, de poucas posses, comprava gêneros de primeira necessidade. Sua neta sonhava com algo a mais e a avó amorosa a informava da impossibilidade. Eu gosto de gente que luta e que vive segundo suas posses. Gostaria muito de lhes ensinar a ganhar mais, mas ... Eu observei a realidade do que acontecia e valorizei as duas. Eu senti respeito e carinho por elas. Eu aprendi a cultivar o que é positivo, aprendi a valorizar as pessoas e aprendi a CONCRETIZAR o que é bom. Concretizar o que é bom, seja na hora de uma bela trepada, seja na hora de ver um sorriso a mais nos olhos daquela criança. A maior parte das pessoas não perceberiam a situação ou, se percebessem, o egoísmo e a falta de costume em proporcionar o bem as fariam esquecer e se distanciarem. Onde se mantém o foco é onde se ganha ou se perde na vida.

Eu queria amplificar as belezas que estava sentindo e aquelas duas me deram uma oportunidade de fazer isto. Eu senti gratidão por elas. Através delas poderia amplificar o que havia de bom em mim. Eu tenho boas condições financeiras, tenho respeito, carinho e gratidão por elas, tenho dinamismo e coragem. Eu lhes pergunto: eu devia ou não dar um presente para aquela menina e sentir os seus olhos ficarem mais felizes?

Eu conversei com a avó e disse para ela levar as bolachas que ela queria; eu pagaria. A avó ficou sem graça. Eu disse para ela aceitar, pois eu ficaria muito feliz e me sentiria muito agradecido por poder ver uma criança feliz. Peguei um dinheiro e coloquei na mão da senhora para ela pagar. Ela agradeceu. E eu disse: que bom que senhora aceitou, hoje vou ficar mais feliz em saber que posso ser útil a alguém, além da minha família. Passei a mão na cabeça da criança e me despedi.

Agora enquanto escrevo penso: que bom que fiz isto. Algo de bom pulsa dentro de mim. E eu agradeço por ter aprendido a ser assim. Hoje eu vivo melhor, muito melhor.

 

ATENÇÃO: quem deseja ser um Livre Pensador deve estar pronto para concretizar, ou seja, realizar. Esta é a melhor forma da pessoa diminuir a importância do orgulho, da vaidade e do egoísmo. Aqueles que optam por realizar nada ou quase nada poucos recursos desenvolvem para se satisfazerem, é neste vácuo que surge a necessidade de compensar a pobreza da vida com fantasias, vaidades, orgulho, modismo, etc. 

O que você poensa que acontece com a vida e com a mente de um cara que chega em casa após o trabalho e fica assistindo televisão ao invés de beijar, abraçar, conversar, fazer carinho e namorar sua mulher?

 

 

 

10/09/2007

Da série – educação pública

Gasto de custeio do governo federal - Mais uma manipulação da mídia

 

A grande mídia está em guerra contra o governo Lula. Não por causa de seus defeitos. Mas, justamente, por causa de suas qualidades. O governo FHC ficou 8 anos no governo e não fez um único concurso para contratação de professores para as escolas técnica federais. A imprensa festejava a diminuição na quantidade de funcionários públicos federais como um aumento de “racionalidade” da máquina pública. Pois é, o Governo Lula fez concursos e contratou milhares de professores. Somando com os professores universitários, foram contratados mais de 10 mil professores. Contando com os funcionários contratados (através de concursos) em funções técnicas as contratações chegam à casa de 30 mil funcionários. Gente “inútil” como professores, técnicos de laboratórios, peritos, médicos, enfermeiras, técnicos agrícolas, etc. Devo perguntar: o imposto que pagamos não é para que o governo ofereça tais serviços?

Outro dia eu ouvi uma comentarista econômica esgoelando no rádio que o governo lula era um horror, pois havia aumentado o custeio da máquina pública. Como a maior parte das pessoas não sabe o que é custeio e tem preguiça de se informar, ela pode manipular a realidade tranqüilamente. “Que horror, o Lula aumentou os gastos com custeio” – vão repetir os papagaios da rede Globo. São meros robozinhos quem repetem e acreditam nestes jornalistas. 

Para quem não sabe: gasto de custeio envolve todos os gastos para a manutenção da máquina pública. Vai desde o professor que ensina até o funcionário que finge estar doente para não ir trabalhar. Passa pela conta de água de um hospital até a compra de remédios para postos de saúde. Continua no pagamento da gasolina para a fiscalização do trabalho até as verbas para a fiscalização do meio ambiente.  E por aí vai.

Quando se constrói uma escola é investimento. Depois, fazê-la funcionar é verba de custeio. Dá para entender a diferença?

Quando o Lula constrói e amplia universidades, escolas técnicas e outras, ele está aumentando os gastos de custeio. Quando ele dá verba para a polícia federal trabalhar ele está aumentando os gastos de custeio. Quando ele constrói penitenciárias federais de alta segurança ele está aumentando os gastos de custeio.

Não é pouco este aumento, porque não é pouco o que ele está fazendo. O Brasil não tinha nenhuma penitenciária federal, logo serão 6. O número de áreas protegidas (ecologia) aumentou em mais de 50%, logo há mais trabalho para preservá-las. O total de escolas técnicas federais vai dobrar até 2010, outras que estavam “quase parando” agora possuem professores em número adequado e melhores condições de ensino. Certamente há muito o que fazer e há muito o que melhorar em termos de qualidade de gestão.

Porque então a mídia golpista tenta desqualificar qualquer aumento de gasto de custeio? Primeiro porque alguns são ruins mesmo. Há funcionários demais em algumas áreas e funcionários de menos em outras. Há baixa produtividade e pouco treinamento. Há muita burocracia burra e pouco controle (a boa burocracia). Isto todo mundo sabe. Mas, a birra deles não é por isto.

Basicamente a birra deles se deve ao fato de haver o interesse em destruir o estado (escolas sem professores, etc) para dar legitimidade ao discurso de que o estado gasta mal os “impostos exorbitantes” que ele arrecada. Se ele gasta mal os impostos exorbitantes nada mais justo que reduzir os impostos e aí... no bolso de quem ficam estes impostos? No bolso dos muito ricos. Lógico. Os ricos sabem se defender e fazer crer que o que é melhor para eles é melhor para todos.

Existe um outro ganho secundário nesta campanha de que o governo gasta mal (o que é verdade, em parte): desculpa para sonegar. Com esta desculpa muita gente sonega sem culpa. Se o governo rouba, gasta mal e desperdiça é melhor que o dinheiro fique comigo – este é o raciocínio. Portanto, muita gente gosta de ouvir os grunhidos dos economistas de rádio contra o governo pois estes grunhidos aliviam a culpa e reforçam o egoísmo deles.

Com a quantidade investimentos sociais que o atual governo do Brasil está fazendo fica um pouco mais difícil manter este discurso. Portanto, nada melhor do que manipular a informação. Algo que pode ser positivo vira negativo.

Há um outro fator importante que devemos levar em conta. Com a destruição do estado abre-se espaço a novos negócios privados. Não é atoa que tenta-se criar a imagem de que o que é estatal é um horror. Aí aparece o governo Lula e torna as estatais mais rentáveis, mais eficientes, capitalizadas e investindo como nunca. Os fundos de pensão nunca deram tanto retorno, estatais que eram jurássicas estão se modernizando e voltando a investir pesado e com recursos próprios. Depois de um governo deste, como se justificar a destruição de tudo que é público? Se não há base na realidade para manter o discurso a mídia parte para a manipulação, mentiras e lavagem cerebral (com a repetição incessante de temas).

E a classe média? Fica com as migalhas e ainda acha que está ganhando. Ela sonega mil e a classe alta sonega 100 mil, 1 milhão, 100 milhões. A classe alta pode se proteger e a classe média fica morrendo de medo de ser assaltada. O que uma coisa tem a ver com a outra? Muito, a impunidade acontece porque o sistema jurídico foi feito por pessoas que não queriam jamais correr o risco de ver eles ou parentes presos. É a tal classe alta se protegendo. Como esta classe alta sonega muito, e sempre foi assim, ela promoveu leis que as protegem. Assim, acabam protegendo também todos os outros tipos de bandidos. No fim a classe média sonega mil reais e gasta isto com segurança – lucro zero. A classe alta sonega 1 milhão e gasta 30 mil com segurança- lucro de 970 mil. Dou aqui um exemplo bem simples somente para vocês entenderem porque a impunidade serve para a classe alta. E, para o bolso de quem o dinheiro transita nesta nossa sociedade.

Jamais se esqueçam de que o Brasil é um dos países de maior concentração de renda no mundo. Esta concentração de renda acontece o tempo todo e de várias maneiras. Isto se chama trânsito de dinheiro. Ou seja, o dinheiro gira, gira, gira e para no bolso de alguém. Este parar no bolso de alguém depende das regras do jogo. Pensem nisto!

 

 

 

09/09/2007

A vida é dura lá fora

 

Pesquisadores da Nasa identificaram a maior explosão estelar que se tem notícia. A ilustração abaixo rodou o mundo nos últimos dias. Mas as imagens reais da explosão, captadas pelo Observatório de Raio X Chandra, da agência espacial americana, são as bolinhas vermelhas abaixo. A estrela que explodiu era 150 vezes maior do que o nosso Sol. Uma explosão desta dimensão, também chamada de supernova, pode ser letal para qualquer planeta situado nas proximidades. Por sorte, estamos a 240 milhões de anos-luz de distância desta explosão. O evento ocorreu há 240 milhões de anos e a luz levou todo esse tempo para viajar até nosso telescópio.

Esse tipo de evento mostra bem como a vida na Terra é preciosa, porque sobrevive no ambiente relativamente hostil do espaço sideral. A melhor forma de entender isso é um outro evento, contado pelo pesquisador americano Peter Ward, em seu livro “Terra Rara”. Foi uma descarga de energia que aconteceu há 20 mil anos, quando o mundo estava em plena Era Glacial e os humanos ainda não tinham atravessado o Estreito de Bering para povoar as Américas. Em um dia daquele tempo, uma estrela de nêutron na constelação de Águia sofreu um cataclismo e despejou uma quantidade enorme de radiação tem todas as direções. Essa descarga radioativa viajou pelo espaço durante 20 mil anos na velocidade da luz. Ela atingiu a Terra sobre a região do Oceano Pacífico durante a tarde do dia 27 de agosto de 1998.

Durante 5 minutos daquele dia, a Terra foi bombardeada por raios gama e raios X, os mesmos liberados por bombas nucleares, diz Ward. Mesmo tendo viajado tanto tempo pelo espaço, a radiação foi forte o suficiente para afetar alguns satélites em órbita. Dois deles tiveram que ser desligados para não danificar os instrumentos. Foi a primeira descarga de energia desta magnitude captada pelos humanos. Mas provavelmente não foi a primeira a atingir a Terra. Talvez eventos como este, ocorridos em estrelas mais próximas, tenham provocado algumas das grandes extinções da pré-história. Se a estrela estivesse a apenas 10 mil anos-luz de distância, a energia chegaria a Terra quatro vezes mais forte. Talvez o suficiente para danificar permanentemente a camada de ozônio de nossa atmosfera. Emitida a apenas um ano-luz de distância, a radiação poderia esterilizar um planeta, avalia Peter Ward.

Não podemos evitar esses perigos espaciais. Pelo menos não com nossa tecnologia atual. O máximo que podemos fazer por enquanto é reduzir as nossas agressões à acolhedora atmosfera da Terra. O que não é pouco.

(Alexandre Mansur) email enviado por J. L. Pereira

 

 

 

 

 

 

 

07/09/2007

Paz em Israel. Guerra no Brasil.

 

alguns anos quando me preparava para visitar Israel, vários amigos me falaram que eu estava maluco em ir a um país à beira da guerra. Na televisão apareciam alguns atentados suicidas, com amplos relatos de corpos mutilados. Insegurança havia também entre os meus familiares. Mas, como livre pensador eu não lido com as imagens e sim com a realidade. Crenças, imagens e fantasias servem somente para quem não quer pensar e, por isso, se tornam meros repetidores do que escutam ao longo da vida. São como papagaios que falam, falam e não pensam.

Decidi procurar dados sobre violência e morte no Brasil e no estado de Israel. O que descobri me chocou. A probabilidade de ser morto no Brasil era 25 vezes maior do que em Israel. A probabilidade de ser assaltado no Brasil era 50 vezes maior. Era muito mais seguro viajar do que ficar no Brasil.

Mostrei esses dados aos amigos e familiares e eles concordaram com as minhas conclusões. Concordaram em um primeiro momento. Todavia, eles não treinaram, como eu treinei, para me desapegar das imagens e crenças. Isto fez com que, passado alguns dias, a velha opinião voltou. Novamente a viagem se tornou um grande risco e eu um maluco de realizá-la. O dado de realidade não foi forte o bastante para se impor na mente das pessoas.

Esta pequena história da minha vida mostra o quanto é difícil para as pessoas se desvincularem das suas fantasias internas e dos seus preconceitos para lidarem com a realidade. E porque isto acontece? Porque estas pessoas estão viciadas em fatos negativos. Quando são apresentados dados de realidade, racionais e didáticos, estes são colocados em segundo plano. Com isto são esquecidos, desprezados e, acima de tudo, tratados com desconfiança. Em primeiro plano retornam as velhas crenças, preconceitos, imagens construídas a partir de mecanismos que visam evitar o negativo. O foco é o negativo, o que mobiliza as pessoas é o negativo.

Pense bem: se uma pessoa for gentil com outra, a que recebeu a gentileza logo esquece ou nem presta atenção. Já, se alguém for desagradável com outra, a que foi desagradada fica com raiva, lembrará por muito tempo, contará o acontecido para outras pessoas. Ou seja, ficará com o fato negativo durante um bom tempo na mente. O fato positivo, onde há companheirismo, respeito e consideração será rapidamente esquecido.

As pessoas sofrem com isto. Sofrem e fazem os outros sofrerem. Não prestam atenção neste fato e o consideram normal.

O melhor da vida é aprender a se desapegar do que existe na mente. Se ater ao que é a realidade (boa e ruim) e cultivar o que é positivo.

Um livre pensador deve aprender sempre. Para tanto deve aceitar a realidade e aproveitar o que há para aproveitar e cultivar o que gera bons pensamentos e bons sentimentos.

A próxima libertação do Brasil deverá vir das pessoas que se libertaram dos preconceitos e criaram bons conceitos e bons sentimentos.

Neste 07 de setembro quero deixar claro a minha gratidão ao meu País: Brasil. Obrigado! Obrigado por tudo de bom que você me oferece! Obrigado! Obrigado! Obrigado! Que Deus me dê força para retribuir ao meu país e ao seu povo uma parcela daquilo que tão generosamente recebo. Obrigado! Obrigado, Brasil!

 

 

 

 

06/09/2007

Livro escolar e a paixão da editora Abril pelo PSDB e o Fernando Henrique

 

A governo federal é o maior comprador individual de livros didáticos do mundo, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Até o governo demo-tucano de FHC, a Ática (da editora Abril) era a maior fornecedora do MEC (ministério da Educação). Ela usava sua estrutura de marketing e distribuição em larga escala para convencer professores a escolherem seus livros, coisa que outras editoras menores não conseguiam fazer.

No governo Lula as regras para a divulgação de livros didáticos nas escolas públicas mudaram visando a qualidade. E as editoras de menor porte, conquistaram maior participação.

Com o fim da mercantilização selvagem, o grupo Abril perdeu 30% do mercado já em 2004.

Além disso, João Arinos, diretor-geral da Abril Educação, disse que o governo é um "negociador duro", que tem "achatado" o preço dos livros escolares. O governo acaba comprando livros didáticos por 25% do preço vendido pelas editoras às livrarias.

Ora, é claro que o governo numa compra grande como essa, pode e deve pressionar preços para baixo, na defesa de nosso interesse de cidadão e contribuinte.
Causa estranheza é que não agisse assim antes, na época de FHC.

Com isso, sem o ambiente governamental favorável da era demo-tucana, a Editora Ática (da editora Abril) parece enfrentar dificuldades em manter-se competitiva, e está negociando sua venda.

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

 

 Nota do Chicão – a editora Abril é uma empresa muito mal gerida, cheia de dívidas. Nesta situação fica muito dependente do governo para se capitalizar através de empréstimos a juros baixos, venda de publicidade, anistias fiscais (como a que o José Serra concedeu). Também conta com o governo quando o assunto é fiscalização, seja do trabalho, seja fiscal. E várias outras formas de benefícios.

Quando não tem seus pleitos atendidos há a revanche.

Você já deve ter lido nas revistas da Abril (Veja, Exame, etc) inúmeras vezes sobre o Silvio Pereira, ex-membro do PT que ganhou uma Land Rover de presente. Responda agora: quantas vezes você leu sobre o filho do Geraldo Alckmin que “ganhou” um pickup de um amigo da família, que por sua vez recebeu uma bolada de dinheiro do governo estadual do Sr. Alckmin. Esta diferença de tratamento é business, negócio.

Neste meio quem não oferece benefícios para a grande mídia é combatido ferozmente. Quando pessoas do governo erram, dão combustível para esta campanha. Mas, não se iludam, a campanha por ética tem data certa para acabar; é só entrar alguém que faça parte do negócio. Aqui no estado de São Paulo é assim, tudo esquecido ou noticiado apenas em notinhas de canto de página.

Pense bem. Seja racional. Eles são espertos e querem nos fazer de bobo.

 

 

 

05/09/2007

A primeira noite com Maria de Lourdes

 

O nome dela era Maria de Lourdes. Um nome antigo, coisa de avó. Ela uma mocinha com 19 aninhos. O nome era homenagem do pai à sua mãe. Só isto já revelava uma família unida, que criou Maria de Lourdes (a neta) com carinho e boa educação. Sua infância foi muito boa. Bons colégios, bons brinquedos, muito carinho e proteção. Talvez seja este excesso de zelo que desencadeou o que lhe aconteceu na vida. Eu já vi outros casos iguais a este: crianças protegidas e que não aprendem a lidar com a frustração. A maior parte busca refúgio no modismo, que lhe diz como deve ser, o que vestir, o que pensar. Outros buscam o modismo e as drogas. Outros, o que é pior, ficam paralisados na vida, perdem a vida com medo da frustração. Casos como estes são muitos.

Um dia, no auge dos seus 17 anos Maria de Lourdes conheceu um carinha igual a ela. Ela se apaixonou e cumpriu todo o script do que deve ser um namoro burguês. Perdeu a virgindade com ele, sonhou em casar e ficou decepcionada quando ele partiu um ano depois. Decepcionada não: arrasada. Sua vida foi para o abismo. Choro, tristeza, decepção. Os meses se passaram e a menina protegidinha não encontrava forças para reagir. A família, preocupada, se reuniu e decidiram mandá-la para estudar em Londres. “Quem sabe com novos ares, novas experiências e novos amigos ela não esquece do namorado”. Um belo dia a menina protegida embarca num avião para uma vida desconhecida e desprotegida. Tarde demais... Ela se tornou uma mocinha com uma carga negativa muito grande. Estas são as mais fáceis de cantar e comer. Sem rumo e sem destino, encontrou num pinto um dos raros momentos de prazer. Seu pai jamais poderia imaginar o resultado de sua educação protegida ... Uma mulher de corpo belo, boa educação e que acostumou a se perceber como incapaz de resolver seus problemas e enfrentar a vida. O que sobra é o desejo sexual, só ele informando que ainda há um pouco de vida. 

Vários pintos depois, ela desembarca de volta no Brasil. Menos resolvida do que a família gostaria e mais comida do que os pais imaginariam.

Maria de Lourdes cresceu protegida. Seu avô a levava ao balé, um gesto de amor... Nada disso, era uma mensagem: Maria de Lourdes você é incapaz de andar 5 quarteirões sozinha. Com esta carga negativa a protegidinha colocou a família em desespero. Nestas horas as famílias resolvem dar liberdade e confiar de que as meninas podem se virar. Porque não fazer isto antes? Porque não transmitir antes a mensagem de que há capacidade e inteligência? Foi neste contexto que conheci Maria de Lourdes, que tornou uma grande chupadora de pica. Ainda hoje lembro dela chegando no meu apartamento e com um sorriso maroto começar a passar as mãos nas minhas pernas. Eu perguntava: “o que você quer”? Ela respondia: “você sabe. Foi você quem me ensinou a ser livre e demonstrar o que eu quero”. Eu tenho um tesão incrível em escutar minhas mulheres demonstrando o seu desejo, principalmente quando é por mim. Logo após ela abria o zíper da minha calça e caía de boca. Durante muitos minutos fazia um serviço contínuo e persistente. Seu objetivo era recompensado na forma do gozo que inundava sua boca de felicidade. Ela aprendeu a aceitar o que de melhor meu pinto podia lhe oferecer. Faz parte da natureza minha porra jorrar, e, agradecida, ela sabia aproveitar. Eu olhava para ela e, feliz, a acariciava com meus olhos...

Eu a conheci num curso de fim de semana. Era um pessoal legal, após o curso saímos e fomos a um boteco. No começo mal a notei, a infelicidade a tornava mais feia. Ela sentou ao meu lado na mesa. Em dado momento as pessoas combinaram de ir a uma balada. Eu ia para meu ap. tomar banho e trocar de roupa e, como se fosse a coisa mais normal do mundo, convidei-a para ir comigo; eu emprestaria roupa para ela. Muitos homens se retraem nesta hora, pois vêem apenas o sexo. Eu vi uma pessoa que estava distante de sua casa e que poderia ajudá-la. O sexo é conseqüência de quando oferecemos o que é bom: amizade, companheirismo, ... É lógico que quero sexo. Adoro e me sinto bem praticando-o. Tem gente que gosta de TV, de cinema, eu me sinto bem com um corpo feminino a minha volta. Eu me sinto bem cuidando e servindo a este corpo e apreciando a alma. 

Chegamos no ap. Ela escolheu a roupa que queria no meu armário. E eu disse: “então, vamos tomar banho”. Ela sorriu e disse: “eu preferia tomar banho sozinha”. Muitos homens entenderiam isto como um não, eu entendi como um sim. Ela queria, depois de um dia de curso, poder se cuidar para se sentir melhor comigo. Mulher é assim, poucas aceitam seu corpo e seus odores da mesma forma que um homem. Elas tem vergonha e se inibem. Já vi mulheres que não transaram com amigos porque eles não tiveram a sensibilidade de lhes propiciar um banho que lhes dariam segurança para se apresentarem frente a um homem. Eu entendi a mensagem e disse: “ tá legal. Vá tomando banho que depois eu vou, para a gente poder ficar um pouco junto”. Ela entrou no banheiro. Quando eu chegasse já estaria segura para ficar junto a mim. Eu queria o bem dela, queria que ela ficasse segura e tranqüila, pois as melhores trepadas acontecem desta forma. Além do que, eu não gosto de comer uma mulher somente uma vez. Eu tenho um lema: “trepada boa é a que dura muitos encontros”. Ou seja, toda trepada tem que deixar um gosto de quero mais.

Quando entrei no banheiro encontrei uma mulher que não esperava. Ela sorriu para mim e seu sorriso me revelou sua beleza. Seus olhos azuis ganharam brilho e ela me olhou nos olhos. Ela sabia lidar com um pinto, não sabia lidar com a vida. Eu me aproximei dela e taquei-lhe um beijo na boca. Eu adoro beijar. Fui me encostando nela. Sentindo o calor do seu corpo. Fui sentindo cada curva e cada movimento do seu corpo. Eu queria comê-la, eu queria fazê-la feliz. Eu olhei para ela e disse: “estou muito feliz de você estar aqui”.

Naquela noite a comi umas quatro vezes. Uma vez comi com o tesão e as outras três porque ao tesão se juntou a gratidão, o carinho, o bom humor, a alegria e a molecagem. Bons sentimentos geram dinamismo e perpetuam o tesão. 

Não preciso dizer das várias vezes que transamos, dos papos que tivemos e das experiências que vivemos. Um tempão depois ela conheceu um outro cara que queria namorar e foi embora com ele. Durante mais de 10 anos ficou casada e feliz. Até que se separou e voltou. Eu a recebi, já que gosto dela e de variedade.

 

 

 

 

04/09/2007

Este vídeo do Greenpeace relata como funciona a política e o poder no interior da Amazônia. Mostra, também, qual a ideologia que rege o pensamento daqueles que estão "conquistando" a Amazônia. Conta um grave incidente entre membros do Greenpeace e jornalistas com membros de uma cidade que os expulsaram de lá. 

http://www.youtube.com/watch?v=q9esNX7bzHY

 

Como nem tudo é desgraça abaixo estão duas dicas (enviada por Maria J. L.) para uma vida um pouco mais ecológica:

arroz - a água do arroz é um ótimo adubo. Coloque o arroz numa panela e deixe-o de molho na água. Use esta água para regar plantas. Com o arroz faça seu almoço.

café - o pó do café também é um ótimo adubo. Guarde-o em uma caixa de plástico. Após juntar um tanto amace-o para voltar ser pó. Utilize como adubo nas plantas. Espalhe bem. Aproveitando o pó de café você diminui a quantidade de lixo.

 

 

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04/09/2007

Um pouco sobre o Irã

 

Shirin Ebadi, advogada, prêmio Nobel da paz.

Uma senhora de estatura pequena, o véu discretamente cobrindo-lhe parte dos cabelos curtos aloirados ... Sua voz é enérgica e ela parece não ter tempo a perder. A recepção está cheia de mulheres. Na sala, Shirin retira o véu.

Em 2002, sua organização, o Centro para a Proteção dos Direitos Humanos, foi banida. Ela passou a defender - como advogada - mulheres e presos políticos do regime, trabalho que lhe valeu o primeiro Nobel concedido a um iraniano. Aos 50 anos, ela tenta recolher 1 milhão de assinaturas pelo fim da discriminação contra a mulher. Aqui, trechos de sua conversa com o Estado:

Obs: o que está entre parênteses é nota minha, observado em viagens aos países árabes.

Qual é a situação das mulheres no Irã hoje?

A mulher no Irã vale a metade de um homem. (não é só no Irã, somente os que se distanciaram do Islã é que possuem legislação diferente – Tunísia e Turquia, ou países onde o Islã não é predominante). Em um acidente de carro, o seguro pago para uma vítima mulher será a metade do que seria pago a um homem. Num tribunal, o testemunho de um homem tem o peso do de duas mulheres. Eles podem ter quatro esposas e elas só se divorciam com autorização do marido. São os homens que ficam com a guarda dos filhos. (tudo isto é baseado nas decisões e nos ditos do Profeta Maomé). Outro problema grave é a execução de crianças: meninas a partir de 9 anos e meninos, de 15. Tudo isso se deve a uma interpretação errada do Alcorão.

Mulheres são as únicas vítimas?

Não. Na religião há discriminação. Cristão, judeus e zoroastristas só podem ter um representante no Parlamento. Não podem ser ministros, juízes ou presidente. São minorias sem direitos. O valor de indenizações às famílias diferem de acordo com a fé. Se um pai morre, sua herança deve ser dividida igualmente entre os filhos, mas se um deles se converte ao Islã, todo o dinheiro vai para este. Mesmo entre islâmicos, há discriminação. (O islã é profundamente discriminatório contra não crentes, não é um problema exclusivo do Irã.)

Houve algum avanço da defesa dos direitos humanos desde 1979?

Nos primeiros dias da revolução era mais difícil. Os jornais chamavam-me de feminista. Hoje, trabalhar com direitos humanos é um valor. Não quer dizer que não temos problemas. Há muita censura, jornais reformistas sendo fechados, dissidentes perseguidos, estudantes na prisão. O governo criou uma comissão de direitos humanos islâmicos que é uma mentira. Por isso, sigo trabalhando. Como não posso ter uma entidade, presto serviços como advogada independente há dez anos, gratuitamente. (existem os problemas religiosos e os problemas políticos que advém da sede de poder – no Irã acontecem os dois.)

Um Prêmio Nobel ajuda?

O prêmio facilitou muito. Ganhei voz junto às entidades internacionais e, de certa forma, mais liberdade. Depois do Nobel, o governo tentou me prender três vezes, mas a repercussão foi tanta que desistiram.

Direitos humanos podem existir num Estado teocrático?

O problema do Irã não é o Islã. O governo é antidemocrático, não a religião. O governo se baseia em uma interpretação torta da sharia (código de leis islâmicas), mas há muitas outras leituras possíveis. A Malásia é uma nação islâmica e democrática. (Não é não. Se um  muçulmano converter ao cristianismo pode ser morto e com certeza será preso. Existem também inúmeras leis discriminatórias contra minorias, sejam hindus, cristãos, budistas ou animistas). No Alcorão, não há nada incompatível com democracia, direitos humanos e modernidade. (existe sim. A maioria dos mulçumanos crentes sabem disto. Ela é uma boa pessoa, e boas pessoas, em qualquer religião, tratam as pessoas bem. Este é o diferencial dela. Se ela pensa assim, talvez seja o caso dela assumir plenamente que quer mudar as leis da  sharia tornando-a mais adequada ao respeito aos direitos humanos. Todavia, mudar a sharia é algo que pesa muito na mente dos muçulmanos tradicionais. Uma saída que alguns pensadores liberais iranianos preconizam é a adesão individual ao código de leis chamado Sharia, ou seja, ela só teria validade para quem assim decidisse livremente se submeter a ela.)

A democracia pode prevalecer no Irã?

Não podemos esquecer que ditadores chegaram ao poder por meio da democracia. Hitler foi um deles. O que deveria legitimar um governo no poder é seu compromisso com os direitos humanos e não o voto. (concordo plenamente). (em todos os países que se tornaram democráticos de verdade houve a separação entre estado e igreja e um enfraquecimento da religião. Em todos os lugares onde as religiões ganham proeminência existe o desejo de impor seu ponto de vista sobre a sociedade: assim é no Brasil com a igreja católica querendo impedir distribuição de camisinhas ou nos EUA onde igrejas protestantes querem impedir que as idéias de Darwin sejam ensinadas nas escolas. No mundo islâmico a influência dos clérigos na vida das pessoas é infinitamente maior. Uma redução deste poder, que eles chamam de ocidentalização, os deixa em pânico.)

A sra. apóia o programa nuclear?

O programa para fins pacíficos é um direito. Mas no Irã as decisões são tomadas a portas fechadas, por isso a comunidade internacional desconfia. Sanções econômicas, porém, só prejudicam o povo. (O Irã, assim como todo o mundo islâmico, está numa fase de revalorização de sua cultura, das suas tradições e da sua história. É nesse bojo que crescem os movimentos religiosos tradicionalistas e as afirmações nacionalistas).(O Irã busca a bomba atômica Islâmica - xiita, isto está claro, claríssimo. Os EUA buscam manter o mundo sobre seu controle, um Irã com a bomba é muito mais dificil de domesticar. Este foi o motivo pelo qual o Bush não tentou invadir a Coréia do Norte.)

 

 

03/09/2007

Dia 22 de setembro

Dia sem carro. O Jorge está em campanha.

 

Jorge é meu amigo. Temos uma grande afinidade de idéias. É sempre um prazer conversar com ele. De vez em quando combinamos de andar de bicicleta. Um bom momento para fazer exercício físico e conversar.

Neste domingo me disse: dia 22 de setembro é o “dia sem carro”. Vou fazer minha própria campanha. Do meu jeito...

Ele me explicou a origem deste dia e o porque iria participar.

E elencou três fatores importantes:

- Refletir sobre o tema.

- Tomar decisões que sejam viáveis de persistirem ao longo dos anos.

- Contribuir para seu projeto de longo prazo.

 

O que vem abaixo é uma descrição aproximada do que ele me disse:

No ano de 2006 eu fiz uma campanha na minha casa e na minha empresa que visava reduzir em 35% a quantidade de papéis impressos. Foi um sucesso. Em casa reduzimos em mais de 50 %. Na minha empresa a redução foi de 38%. O ganho decorrente desta redução se refletiu em menores gastos com eletricidade, papel, toner, redução do número de impressoras. Principalmente, através da reflexão conjunta dos funcionários surgiram várias idéias que produziram ganhos de produtividade e de racionalidade no trabalho.

Decididamente, o tema ecologia serve para mobilizar as pessoas, o que facilita a busca de solução conjuntas.

Em 2005 fiz uma campanha chamada bem estar no trabalho. O resultado foi muito bom também. Surgiram várias idéias, algumas que geraram custos para serem implementadas, outras não. Mudamos a disposição das mesas, abrimos novas janelas, aumentamos a claridade natural, criamos jardins, tornamos obrigatório o alongamento, mudamos alguns processos de trabalho... o resultado foi muito bom. Houve inovação, racionalização do trabalho e, é lógico, um ambiente melhor de trabalho.

Em 2007 escolhi a campanha do “dia sem carro”. Junto com os gerentes e com algumas pessoas interessadas montamos os seguintes objetivos:

- reduzir em 10% o uso de automóveis pela empresa (se possível reduzir em 10% a frota de automóveis)

- divulgar atitudes tomadas por várias pessoas, em vários países, e discutir com os membros das equipes de trabalho.

- auxiliar na organização da rotina de vários funcionários. A empresa irá atuar como facilitadora de decisões que envolvam a oportunidade de ganhos de tempo e de deslocamento por parte dos funcionários.

- buscar parcerias na área de transporte e logística com outras empresas.

- treinar e capacitar melhor nossos funcionários para desenvolver trabalho de rotina de transporte.

 

A campanha do Jorge vai até o final do ano. O acompanhamento dela será realizado durante anos, já que um dos ganhos permanentes é o desenvolvimento de ferramentas de controle mais eficientes (o que facilita este acompanhamento).

 

O projeto de longo prazo do Jorge é o seguinte: ele quer comprar a casa ao lado de sua empresa com a finalidade de derrubá-la e plantar árvores, criar uma área de descanso para os funcionários e ter uma cisterna de captação de água da chuva. Todo este objetivo ele quer atingir com as economias que são feitas nestas campanhas internas de sua empresa. Ou seja, se ele conseguir reduzir o uso de automóvel, a economia feita é contabilizada mês a mês e depositada em uma “poupança” separada cuja finalidade é juntar dinheiro para comprar a tal casa. 

 

Abaixo repasso-lhes um texto que recebi via Jornal Vida Natural – um grupo do Yahoogrupos que divulga este tipo de notícias.

 

Dia sem carro é bobagem?

da Folha Online

Uma série de entidades está promovendo para o dia 22 de setembro, em São Paulo, uma manifestação para comemorar o Dia sem Carro. Até agora, esse dia tem sido, no Brasil, um fracasso, apontado como uma bobagem de seres alternativos.

Neste momento, estou no Estados Unidos e vendo o que está acontecendo aqui, posso dizer que, mais cedo ou mais tarde, esse dia vai ser reverenciado como uma marca de cidades mais civilizadas.

Falo isso porque tomei contato com medidas lançadas pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, as quais o fariam ser linchado se estivesse no comando de qualquer cidade brasileira. Ele determinou, na marra, que os taxis sejam menos poluentes, quadruplicou a área das ciclovias e, para complementar, prometeu cobrar R$ 16 para cada carro que circular em Manhattan.

Não só o prefeito está popular, como, por aqui, fala-se que ele deverá lançar sua candidatura para a Casa Branca, montado na idéia da preservação ambiental. Já sabemos que, mais cedo ou mais tarde, as maiores cidades brasileiras vão entrar em colapso por causa do trânsito. E só uma questão de tempo.

O que Nova York está demonstrando é que quando o eleitor percebe que medidas impopulares podem ser desagradáveis, mas fazem sentido para o bem da coletividade, o administrador apanha no início e, depois, acaba respeitado.

Para a eleição que se aproxima, os candidatos a prefeito das regiões metropolitanas poderiam ver as luzes de Nova York, assim como as de Londres, Paris e Estocolmo, onde seus prefeitos não tiveram medo de brigar com os automóveis em nome da civilidade.

Giberto Dimenstein

 

 

 

02/09/2007

A LUA NO CINEMA

Paulo Leminski

 

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

(Paulo Leminski)  

 

 

 

 

Palavras do Chicão:

 

Mostrar o que é belo, a missão do Blog.

 

 

 

Há os que não apreciam o belo. Querem depreciá-lo, escondê-lo, associá-lo ao que há de ruim. Este blog surgiu para revelá-lo e incomodar os que querem regras e mais regras para a felicidade acontecer. Sou verdadeiro e espontâneo, assim como os pelos maravilhosos da foto que escolhem muito bem onde deitar em seu merecido descanso. 

 

 

 

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