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Textos desta página:

 

Para entender como funciona a mídia

O lucro é capitalista, o prejuízo é socialista

Diálogos com uma lésbica

Uma sentença inusitada de um juiz poeta e realista!

Mentiras que nos tornam importantes

Conversa de Domingo

Joaninha vai se casar

CPMF e a mídia agindo em causa própria

Gorilas, a luta para eles também sobreviverem

ParaPAN: Brasil campeão

ParaPAN e a história da inclusão social 

Uma resposta inteligente e sensível.

Da hipocrisia à liberdade, da mentira à satisfação

Tá cansada do quê, mesmo?

Reflexões sobre o “caos aéreo” e o egoísmo dos mais ricos

Pensamento do livre pensador racional:

Apresentação

 

 

 

31/08/2007

Para entender como funciona a mídia

 - RBS (rede de TV e jornais do Rio G. do Sul) faz jornalismo marmiteiro -

Está explicada a quizila da RBS (que apoiou o golpe gorila de 64) com a CGTEE. A estatal federal de energia não investe um tostão de publicidade e propaganda nos veículos da RBS. Essa é a gana deles.

Como se sabe, os veículos da RBS tem feito uma verdadeira cruzada contra a CGTEE, nas últimas semanas. Requentam a bóia fria a cada dois dias, para denunciar nada, o vazio.

A origem do problema na CGTEE foi a existência de um ex-diretor pilantra que, de fato, quis fraudar procedimentos com vistas a tirar vantagem pecuniária pessoal e de grupo. Mas a própria direção da empresa denunciou o feito criminoso à Polícia Federal. Não há nenhum prejuízo aos cofres públicos, porque a armação do ex-diretor suspeito não se consumou, embora constitua-se em crime grave. E tudo está sendo investigado na forma da lei.

Entretanto, o grupo RBS aproveita e pega carona no fato e trata de tirar proveito político-ideológico e – por que não – negocial do episódio.

Mas marmita requentada tem um limite, passou do ponto, azeda.

http://www.diariogauche.blogspot.com/

 

Nota do Chicão: existe uma parceria entre alguns setores da sociedade e a mídia. É uma parceria ideológica e comercial. Todos estes grandes grupos jornalísticos possuem no funcionamento da máquina dos governos municipais, federais e estaduais a grande fonte de lucros. Alguns lícitos, outros nem tanto. Se há um governante que facilita estes negócios ele é elogiado, sua mazelas não são divulgadas e, principalmente, constrói-se uma imagem positiva dele. Veja o caso do Serra: ele esteve envolvido até o pescoço no escândalo dos sanguessugas e dos vampiros. Mas, todos os holofotes ficaram virados para o governo Lula, que foi quem desbaratou a quadrilha. Ouvi algumas pessoas, aqui no estado de S. Paulo, que não iriam votar no Lula por causa de denúncias de corrupção, mas que iriam votar no J. Serra. Estes são fazem parte do curral eleitoral da mídia.

Se o governante atua segundo os interesses da população e do bem público há grande chance de chocar os interesses destes setores midíaticos. Com certeza ele será retaliado. Afinal, eles querem ganhar dinheiro. Aliás, todos queremos ganhar dinheiro. A questão aqui é que existe uma espécie da chantagem.

A seleção de notícias, o destaque que é dado e sua repetição constante é que dão o tom das escolhas econômicas e políticas. Fazendeiros do Mato Grosso mantiveram em cárcere privado jornalistas estrangeiros que acompanhavam membros do Greenpeace. Saiu no jornal? Não. Se fossem membros do MST com certeza seria primeira página, com manchete, editorial, etc. Durante uma semana ou dez dias haveriam várias reportagens, artigos de intelectuais, juristas, etc. Mas como eram fazendeiros bem de vida, muitos deles apoiadores dos Democratas e do PSDB, nada aparece.

No oeste de São Paulo há uma grande área que foi grilada, ou seja, pessoas que não eram donas (o dono é o governo) tomaram posse, falsificaram documentos, etc. Como são fazendeiros ricos, grande latifundiários, o roubo foi ficando esquecido. Até que o MST resolveu denunciar esta situação e lutar por uma destinação social desta terra. Quando eles invadem estas terras roubadas do governo estadual os fazendeiros bandidos são apresentados como donos da terra, vítimas, etc.

Quem se recusa a conhecer a realidade fica com a versão apresentada pela grande mídia. Nesta versão bandidos que grilaram terra são os mocinhos e aqueles que lutam pela terra são os bandidos, arruaceiros, que desrespeitam o direito a propriedade. Agora, em 2007, o governo Serra decidiu que vai legalizar a terra destes grileiros. Ou seja, patrimônio público vai ser transferido para estes mesmos que ocuparam ilegalmente a área. Como é benefício para os ricos, muito ricos, só sai notinhas pequenas e positivas nos jornais. Com isto o Serra demonstra que é defensor desta classe social. Ou seja, passa o recado: se eu for presidente vocês (a classe alta) terão muitos benefícios comigo. A classe alta adora. Há um incentivo aos jornais falarem bem dele, pois desejam um presidente que volte a colocar as necessidades desta classe abonada em primeiro lugar. Mas, como eles são poucos, muito poucos, os jornais, revistas, rádio e televisão, fazem o papel de divulgador dos interesses da classe altas junto ao resto do eleitorado.

A classe médica, como sempre, faz o papel de trouxa nesta história. Sabe porque? Porque uma política de concentração de renda diminui a quantidade de empregos disponíveis e de consumidores disponíveis. Ex: um cara que tem 5 milhões de dólares vai cuidar da boca do mesmo jeito que um cara que ganha 3 mil por mês. Portanto para o dentista (médico, advogado, dono de supermercado, etc.) é muito mais negócio ter 40 ganhando 3 mil do que 1 ganhando 120 mil.

A classe média deveria se conscientizar de que para ela, para seus filhos e filhas, é super importante uma política de redistribuição de renda, pois esta beneficia diretamente a classe média ao dinamizar os negócios desta classe. Ex: para um posto de gasolina pouco importa se o carro que vai abastecer custa 100 mil reais ou 15 mil. O preço da gasolina é o mesmo. Portanto, quanto mais dinheiro rodando na classe C e D mais consumidores de carro e, portanto, mais venda nos postos.

Redistribuição de renda se faz com reforma agrária, bolsa família, prouni, cooperativas de produção, crédito barato para pequenos negócios, qualificação profissional e, principalmente, com a mudança das leis que geram concentração de renda. Ex: dedução de imposto para quem procura um médico caríssimo. Ou seja, nós temos que parar de pagar para que a classe alta freqüente consultórios caríssimos de dermatologistas, etc. Como a gente paga: eles deduzem parte dos gastos no imposto de renda como gasto médico.

 

 

 

30/08/2007

O lucro é capitalista, o prejuízo socialista

 

Nos últimos dias estamos presenciando uma “crise” do mercado imobiliário americano, que pode se disseminar por outras áreas da economia e causar uma recessão mundial. Desta forma todos perdem. A palavra de ordem é evitar perdas generalizadas. Todos os analistas econômicos da grande mídia respiram aliviados quando os bancos centrais mundo afora aportam no mercado mais de 300 bilhões de dólares.

- "Ufa! Os bancos centrais estão ajudando".

- "Estão tendo uma conduta responsável".

- "Estão colaborando para a calma voltar aos mercados e evitar o pior".

Estes são discursos que você está ouvindo todo dia no rádio, televisão e jornal. Tudo funciona assim: eles tocam a mesma música e nos dizem que é melhor dançar do jeito deles senão é correria e morte.

Estas pessoas, que dirigem a imprensa, são muito espertos e sabem ganhar e proteger o próprio dinheiro. Neste sentido eles têm o apoio total das empresas e dos grandes empresários, que derramam rios de dinheiro nestas empresas jornalísticas (selecionadas entre as mais confiáveis) para serem porta vozes da visão de mundo e da versão que lhes interessam.

Os bobos são aqueles que acreditam e reproduzem estes discursos continuamente. A solução é pensar, refletir, ser um livre pensador. (E ainda existem aqueles que acreditam que vivemos com liberdade de imprensa... na realidade o que existe é um mecanismo onde os mais ricos financiam aqueles que lhes oferecem bons serviços ideológicos).

Todo processo funciona assim:

a)    se a operação financeira dá lucros – o dinheiro vai para o bolso dos mais ricos, um pouquinho vai para o bolso da classe média e quase nada para os mais pobres.

b)    Se a operação dá prejuízo – procura-se maneiras de socializar o prejuízo – uma parte da perda fica com os mais ricos, outra parte com a classe média e outra com os mais pobres. Normalmente encontram-se formas do setor público (governos) pagar grande parte da conta. Existem muitos e muitos mecanismos legais que facilitam esta socialização do prejuízo. São deduções, incentivos, refinanciamentos, leis generosas com quem tem muito. A lei é para todos, mas somente quem tem condições de utilizá-las, na prática, são os mais ricos.

Eu sei disso. Eu sou rico e minhas empresas utilizam estes mecanismos. Quando uma empresa compra outra empresa partes generosas deste desembolso é compensada (eufemismo para o verbo pagar) através de deduções de impostos. Ou seja, quando o Itaú comprou o Banerj quem pagou parte da conta foi você. O lucro deste banco não é seu, jamais.

Este é um fenômeno global, tendo mais força onde a sociedade civil não se articula para criar um contraponto.

Na atual crise dos mercados imobiliários americanos estamos observando a mesma peça de teatro acontecendo. A conta está sendo paga parcialmente pelos governos com o propósito de “nos ajudar a todos”. Em parte é verdade: quando vem a recessão todos perdem. Em parte é uma farsa: porque este mecanismo não embute possibilidades de socializar lucros.

O que é socializar lucros? É fácil. Um operador do mercado de ações possui 50 mil reais aplicados. Se vier a recessão este valor cairá para, por exemplo, 40 mil reais. Sem a recessão pode subir para 60 mil reais. Ou seja, dentro de um cenário otimista este aplicador vai embolsar 20 mil reais. Só ele. Os mais pobres e os governos nada. Existem mecanismos possíveis de contribuições extraordinárias que podem determinar que porções consideráveis deste lucro vá para o governo ou para fundos de promoção de educação, cultura, etc.

Não existe discussão sobre mecanismo de socialização dos lucros quando o governo socorre o mercado. Existem menos discussões ainda quando o governo promove alguns incentivos fiscais, tecnológicos, linhas de crédito subsidiadas, etc. Um caso emblemático disto foi o governo ter gastado muito dinheiro para permitir a incubação de uma empresa tecnológica em BH. Esta empresa foi vendida bem cara para o Google. Quem ganhou? O Google que ficou com a tecnologia para usar em escala mundial, o dono da empresa que ficou milionário e mais ninguém. Pense nisso?

Pense em mecanismos de socialização de lucros. Principalmente quando há incentivos embutidos estimulando atividades.

Outro exemplo: a TIM, a Claro, A Vivo, empresas de celular de capital multinacional recebem financiamentos a juros bem baixos do BNDES. Juros bem mais baixo do que você consegue, se precisar. O banco poderia cobrar uma sobretaxa, digamos de 1% ao ano e formar um fundo de promoção ao patrimônio histórico nacional. Outra forma de socializar o lucro é obrigá-las a levar celular para áreas não cobertas por serem consideradas anti-econômicas, como pequenos vilarejos.

Outra forma de socialização é mudar algumas leis, que visam transferir dinheiro público para o bolso privado. Não é corrupção, é tudo legal. Outro dia entrarei nesta discussão.  

Obs: na revista Carta Capital desta semana há um artigo bem interessante sobre este assunto.

 

 

 

29/08/2007

Diálogos com uma lésbica

 

 Duas mulheres na cama é o sonho de 10 em cada 10 homens. É impressionante a beleza e a leveza da cena. Eu sempre havia sonhado em observar duas mulheres transado. Já havia transado com duas mulheres, mas não observado. Eu tinha um desejo: duas lésbicas transando e eu ali, junto, só observando e me masturbando. Queria ver como elas se envolviam. Como elas se esfregavam. Queria aprender vendo elas se tocarem e se acariciarem. Hoje, depois que tive este prazer algumas vezes, posso dizer que foram momentos de intenso aprendizado sobre o que uma mulher gosta e o que a excita. Isto se chama educação sexual de verdade. Todo mundo acha que nasce sabendo sobre sexo e esquece de aprender. Ver duas mulheres transando entre si é uma lição inesquecível para o homem que quer aprender a ser mais homem e dar muito prazer para suas parceiras.

A vida me apresentou uma bela chamada Fernanda. Ela era uma lésbica assumida, que divulgava a causa do lesbianismo. Não fosse por isto jamais imaginaria que ela seguia por este rumo. Bonita e inteligente. Muito inteligente, como a maioria dos gays e lésbicas que conheci. Com o aprofundamento da nossa amizade confessei para ela meu desejo. Ela riu e disse que ela iria se sentir como uma puta de filme pornô. Que, aliás, disse ela, “servia para resolver estas fantasias de machos escrotos como eu”. Respondi: “caralho, você pensa que meu pinto é inimigo”? E a conversa parou por ali.

Passado um tempo descobri que a Fernanda estava super a fim de transar com uma outra amiga minha. Sabia que ela jamais iria comê-la se não mudasse sua abordagem. Vou contar o que aconteceu: fizemos uma festa em uma chácara e a Laura (a desejada da Fernanda) ficou dormindo comigo. Não só dormindo, é óbvio. Fernanda ficou uma fera e só me tratou mal todo o final de semana. Meu pinto era seu inimigo, estava claro. Pensei comigo porque não ensiná-la a “caçar” junto, como os homens fazem?

Na primeira oportunidade que tive a convidei para sair. Fomos até um lugar tranqüilo onde eu pude me abrir com ela. Contei que percebi sua raiva e que adoraria vê-la transando com outra mulher. Ela ficou puta da vida e disse, quase brigando: “você é cara de pau. Fica com a menina que eu estou a fim e ainda me propõem satisfazer seus ideais machistas”. Respondi: “isto mesmo. Na vida quando há cooperação todos aprendem e saem ganhando. Por que você acha que a Laura dá para mim e não para você? Porque eu tenho pinto? Não senhora, porque eu respeito os sonhos dela e você não. Eu só quero comê-la e ser amigo dela. Enquanto eu a apoio em seus objetivos e você quer que ela abandone tudo, só para ficar com você”. Fiquei com dó da Fernanda, ela desatou a chorar, um choro que mostrou toda a sua fragilidade.

Depois deste dia Fernanda começou a se abrir comigo. Passou a ser verdadeira, arrancou a máscara e passou a ser espontânea. Nossa amizade ficou mais legal. Não sei porque as pessoas escolhem a máscara, se ela só serve para nos distanciar dos outros e de nós mesmos. Ela foi verdadeira e eu também. Eu a respeitava e ela me respeitava. Meu pinto deixou de ser inimigo e passou a ser portador de experiências e de conhecimentos que podia ser compartilhado. Quando há verdade é bem mais fácil compartilhar. Eu não sei quantas pessoas você conhece que já saiu para “caçar” com uma lésbica. Mas, é o máximo.

O que Fernanda primeiro teve que aprender é respeitar os sonhos e os desejos das pessoas. Ela se comportava como um homem qualquer que desqualificava os desejos burgueses das mulheres. Com isto a mulher não encontrava espaço para se abrir e ser verdadeira com ela. Um dia expliquei para ela: “eu tinha um conhecido que não comia ninguém. Não comia porque era egoísta, além de chato. Um dia ele começou a sair com uma menina lindinha. Ela era cheia de vaidade, adorava roupa, acessórios, etc. Ele falava dela debochando e fazia pouco caso do jeito dela ser. Moral da história: acabou não conseguindo nada a mais do que uns beijos. Nos momentos em que debochava dela ele falava: “só o Chicão para agüentar uma chatisse dessa. Imagine, eu ir até a costureira com ela e ainda ficar esperando”? O próprio coitado dava risada. No mínimo se sentia superior a ela. Acabou sem a menina, sem a sua amizade e sem aprender a respeitar os desejos dos outros”. Quem busca orgulho fica sozinho, a não ser que encontre algum masoquista pela frente. A menina não era masoquista, queria se sentir bem, segura e respeitada. Vocês podem imaginar quem ofereceu isto para ela? Vocês podem imaginar com quem ela se permitiu transar? A resposta é Chicão Dois Passos.

Não pensem que eu sou um cara que só pensa em sexo. Eu acho que transei com tantas mulheres justamente porque sempre pensei em várias coisas além do sexo. O sexo surge naturalmente quando há companheirismo. Comecei a sair com a tal menina e um belo dia ela me perguntou se poderia ir com ela até a costureira. Eu disse que iria somente se pudesse dar palpite na roupa. Ela deu risada e concordou. Fomos lá e fomos felizes. Brincamos, rimos, falamos besteiras. Ela ficou feliz em resolver seu problema da roupa e eu feliz em participar da vida dela. Isto é meio caminho andado para surgir o tesão e a permissão interiro de um sexo gostoso e alegre.

Todos nós queremos ser respeitados. Foi isto que eu expliquei para a Fernanda. A Laura não queria virar lésbica. Queria namorar, casar, ter filhos, profissão e uma casa para cuidar. Ser lésbica era abandonar tudo isto. Ela, porém, poderia ter experiências lésbicas se a Fernanda a aceitasse como ela era. Quem escolheu ser lésbica era a Fernanda, só ela. Fernanda entendeu a lição e voltou a carga sobre a Laura. Desta vez entendendo que deveria valorizar quem ela mais queria e aceitá-la como ela era. O segredo está em aproveitar o que cada um tem de bom. Eu, Chicão, particularmente, poucas vezes encontrei pessoas que não tivessem bastante coisas boas para compartilhar. Esta é a habilidade de receber o que nos é dado e oferecer o que temos. É uma troca. Se for uma troca baseada na verdade ela será particularmente intensa. Se for baseada na mentira morrerá rápido.

Fernanda aprendeu e pude ter vários benefícios deste aprendizado. Outro momento lhes conto o final deste “embate”.

 

 

 

 

28/08/2007

Uma sentença inusitada de um juiz poeta e realista!

 

Aconteceu(?) em Minas Gerais (Carmo da Cachoeira). 
 

O juiz Ronaldo ..., 31 anos, substituto da comarca de Varginha, ex-promotor de justiça, concedeu liberdade provisória a um sujeito preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado:

"Desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?" 

O magistrado lavrou então sua sentença em versos:    

No dia cinco de outubro
Do ano ainda fluente
Em Carmo da Cachoeira
Terra de boa gente
Ocorreu um fato inédito
Que me deixou descontente.

O jovem Alceu da Costa
Conhecido por "Rolinha"
Aproveitando a madrugada
Resolveu sair da linha
Subtraindo de outrem
Duas saborosas galinhas.

Apanhando um saco plástico
Que ali mesmo encontrou
O agente muito esperto
Escondeu o que furtou
Deixando o local do crime
Da maneira como entrou.

O senhor Gabriel Osório
Homem de muito tato
Notando que havia sido
A vítima do grave ato
Procurou a autoridade
Para relatar-lhe o fato.

Ante a notícia do crime
A polícia diligente
Tomou as dores de Osório
E formou seu contingente
Um cabo e dois soldados
E quem sabe até um tenente.

Assim é que o aparato
Da Polícia Militar
Atendendo a ordem expressa
Do Delegado titular
Não pensou em outra coisa
Senão em capturar.


E depois de algum trabalho
O larápio foi encontrado
Num bar foi capturado
Não esboçou reação
Sendo conduzido então
À frente do Delegado.

Perguntado pelo furto
Que havia cometido
Respondeu Alceu da Costa -
Dos bem extrovertidos -
Desde quando furto é crime
Neste Brasil de bandidos?

Ante tão forte argumento
Calou-se o delegado
Mas por dever do seu cargo
O flagrante foi lavrado
Recolhendo à cadeia
Aquele pobre coitado.

E hoje passado um mês
De ocorrida a prisão
Chega-me às mãos o inquérito
Que me parte o coração
Solto ou deixo preso
Esse mísero ladrão?

Soltá-lo é decisão
Que a nossa lei refuta
Pois todos sabem que a lei
É prá pobre, preto e puta...
Por isso peço a Deus
Que norteie minha conduta.

É muito justa a lição
Do pai destas Alterosas.
Não deve ficar na prisão
Quem furtou duas penosas,
Se lá também não estão presos
Pessoas bem mais charmosas.

Afinal não é tão grave
Aquilo que Alceu fez
Pois nunca foi do governo
Nem seqüestrou o Martinez
E muito menos do gás
Participou alguma vez.

Desta forma é que concedo
A esse homem da simplória
Com base no CPP
Liberdade provisória
Para que volte para casa
E passe a viver na glória.

Se virar homem honesto
E sair dessa sua trilha
Permaneça em Cachoeira
Ao lado de sua família
Devendo, se ao contrário,
Mudar-se para Brasília!

 

Nota do Chicão: este cara poderia mudar para muitos lugares. Achar que em Brasília é diferente do resto do Brasil é bobeira. Vocês conhecem quantos deputados que se elegeram sem gastar fortunas. Isto significa que para ser eleito é necessário gastar muito dinheiro e ficar devendo favores para muita gente. Salvo algumas excessões, tais como o Dep. Clodovil.

São as pessoas (ricos e pobres) quem elegem os deputados. Geralmente escolhem aqueles que passam o imagem de bonzinhos e de burguesinhos. São os que vão a festas populares, mas também as festas da high society. São bacaninhas e dispostos a falar coisas legais. Quando a população (ricos e pobres) vão até um deputado é para pedir favores, muitos deles contra a própria lei. Se o deputado não "ajudar" ele não é legal e recebe como troco a raiva. 

Quantas vezes você, que está lendo este texto, estudou a sério algum problema deste Brasil e fez alguma proposta bem embasada tecnicamente? Provavelmente nenhuma.

Quantas vezes você xingou um político por ele fazer exatamente o que você faria se estivesse no lugar dele? Muitas vezes. 

Pois é... Vamos dar o exemplo. O Brasil precisa aprender a fazer bem feito. Aliás, o Brasil não existe. Somos um conjunto de indivíduos que podem e devem aprender a fazer tudo muito bem feito. Podemos aprender a estudar seriamente os problemas do nosso país e enfrentá-los.

 A principal proposta que eu tenho é usar a internet para dar transparência às ações públicas. Todos os documentos devem ser colocados na internet, de modo organizado. Todos os pagamentos divulgados, etc.

 

Exemplo: o programa (ótimo programa) alfabetização para todos sofreu algumas denúncias de desvio de verba. Descobriram professores que nunca deram aulas, etc. Este tipo de desvio seria mais difícil se as ONGs que atuam nesta área fossem obrigadas e colocar no site do ministério da educação o nome do professor, local e horário das aulas, nome dos alunos, etc. Assim fica muito mais fácil para a sociedade fiscalizar.

 

 

27/08/2007

Mentiras que nos tornam importantes

 

As pessoas mentem. Todos nós mentimos (mesmo que seja pouco), inclusive para nós mesmos. Alguns vivem de mentiras. Outros, os que nos interessam aqui mentem para serem importantes.

Eu estava em uma festa bastante agradável até que surgiu o assunto de política. Como sempre o ambiente ficou menos agradável. Fui saindo de fininho, rumo a piscina onde eu vi deitar para tomar sol uma morena gostosíssima. Meu trajeto rumo à beleza foi atormentado por uma mão que me puxava e me constrangia a ouvir uma informação importante: o infeliz dizia que tinha um amigo que conhecia uma pessoa que trabalhava com o filho do Lula e que ele (o filho do presidente) recebia dinheiro no exterior, blá, blá, blá. Eu comecei a apertar o cara: “olha, eu sou amigo de um repórter de Tv que gostaria de falar com seu amigo... qual o nome dele... blá, blá, blá”. Cada vez que eu insistia ele recuava. Com raiva de não estar vendo as coxas maravilhosas da morena e sim a mentira de um infeliz fui apertando cada vez mais o sujeito. A situação ficou muito desagradável. As pessoas mudavam de assunto e eu insistindo no que ele havia falado. E o sujeito constrangido porque estava claro que era mentira. Depois de uma meia hora de constrangimento falei: “cara, se te falta assunto fica calado. Não é vergonha nenhuma não saber nada importante...”.

Todas as vezes que estou em festas escuto mentiras e mais mentiras sobre o governo do Brasil e seus membros. Para que mentir se há tantas verdades negativas a serem observadas? A razão é que não basta falar mau dos outros. O mentiroso quer usar a mentira para dizer que tem algo especial. São uns bossais...

 

 

26/08/2007

Conversa de Domingo

 

Hoje é domingo e acabei de chegar em casa com a minha bicicleta. Meu vizinho que chegava da missa veio falar comigo. Queria informações sobre a bolsa de valores, para ele eu sou um especialista. O assunto foi de dinheiro para religião, de religião para dinheiro, ele falou da Igreja Universal que cobra dízimos, ofertas e muito mais. Perguntei o quanto que ele dava para a igreja católica. Com surpresa escutei sua resposta: "eu dou umas moedinhas quando passa a bandeijinha". Esta é a típica pessoa que só acredita que está sendo beneficiado se o seu egoísmo for contemplado. Ela vai até a missa recebe bastante (eu suponho já que continua a ir), mas não é capaz de colaborar.

Ele retornou o assunto para a bolsa de valores, pedindo dicas e informações. Minha cabeça ainda estava nas moedinhas que ele punha na sacolinha. Eu pensei: "porque eu vou dar algo de graça para um cara que só quer ganhar e nada de retribuir?" Já fazem anos que eu tomei a decisão de ser verdadeiro em minha vida, de preferência agindo com tato. Eu disse para ele que eu estava montado uma firma de acessoria econômica e que gostaria de conversar com ele sobre estas assessoria$. Ele se mostrou irritado. Falou, com muito jeito e vários rodeios, que queria somente umas dicas de investimentos. Eu fui claro e falei dos valore$ para fornecer estas dicas. E o assunto correu ...

Lógico que ele não queria comprar nada, queria ganhar. Queria ganhar na missa, na vida, no trabalho, etc. O problema não é ganhar, o que é bom. O problema é ele não compartilhar. Poder compartilhar é uma das melhores coisas da vida. Este sujeito acha que ao compartilhar ele está perdendo. Nada mais errado. Compartilhar é multiplicar. É criar novas oportunidades. Constituir novos desafios. Criar novos amigos e diversificar a vida. Compartilhar é criar vínculos que facilitam a vida e favorecem a alegria. Compartilhar favorece o dinamismo. São vários os benefícios. 

Por fim, ele foi embora chateado comigo e eu feliz com a situação. Sua filha passou por mim, com um tanto de celulite nas pernas, fruto das intermináveis horas em frente a televisão e dos muitos litros de coca-cola ingeridos em preguiça. Olhei para aquelas pernas e pensei: "o que ele nega à igreja sua filha, que aprendeu com ele o egoísmo, vai exigir que ele gaste em tratamento para as suas pelancas".

Esta é a vida!

 

 

24/08/2007

Joaninha vai se casar

 

 Vocês não conhecem a joaninha, que durante muitos anos foi uma amiga especial. Semana passada ela me ligou e falou que ia se casar. Estava apaixonada e por isso resolveu o mudar de vida. Combinamos de nos encontrarmos uma última vez, mas não num motel, como era de costume. Nos encontramos em uma lanchonete um pouco escondida, que ela não queria que ninguém conhecido a visse conversando com outro homem. Ela estava radiante: descobriu o amor, descobriu uma felicidade diferente. Fiquei feliz por ela. E um pouco triste por mim. Tenho certeza de que outra boa de cama como ela será difícil de encontrar. No meio da conversa ela me pediu uma coisa especial. Me pediu que eu desgravasse todos os filmes que fizemos juntos e que destruísse todas as fotos proibidas. Fotos eróticas e filmes pornô, para consumo próprio. Concordei com ela, meio a contragosto. Disse que faria o que ela havia me pedido com apenas três exceções. Conservaria 3 fotos dela: uma mostrando seus peitos magníficos, outra mostrando o seu anus rosado (que tive o prazer de deflorar), e uma foto revelando a sua xana gostosa. Enquanto escrevo essas palavras sou capaz de sentir o cheiro gostoso que emanava daquela vagina umedecida que se contraía à medida que eu me aproximava dela. Que delícia é saber que aquela bucetinha adorava receber aquilo que eu queria lhe proporcionar!

Eu conheci a Joaninha na fila do supermercado. A fila não andava e ela ficava reclamando o tempo inteiro. Imediatamente percebi que ela era uma pessoa amarga e rancorosa. Bem diferente da mulher da qual me despedi. Comecei a conversar com ela assuntos banais e logo perguntei se ela gostaria de tomar um café comigo. Fomos até uma cafeteria que existia junto ao supermercado e conversamos. Ela havia tido alguns namorados, que a haviam feito sofrer. Ela havia desistido de ser feliz com outro homem. Eu disse para ela que gostaria de ter uma amiga. Uma amiga que pudesse compartilhar várias coisas comigo. Ela logo disse: “você quer uma amante. Porque os homens são assim”? Eu falei: “eu não quero uma amante. Sexo é muito mais fácil do que uma boa amiga. Porque não ter sexo junto com a amizade”? Ela me olhou e disse: “você é muito safado. Você é casado e quer outras mulheres”. Eu disse que gostava de outras coisas além de sexo. Gostava de carinho, de conversar, de abraçar, de poder contar coisas íntimas, de ter cumplicidade... acho que ela gostou do que propus. Eu fui verdadeiro com ela e ela resolveu que talvez não fosse tão ruim assim. Combinamos de sair novamente e sem mais delongas fomos a um motel. Foi uma trepada gostosa. Todavia, as trepadas melhores aconteceram a partir do momento que ela entendeu que, além de sexo, ela realmente teria a minha amizade. Ela se soltou e se predispostos a aprender. Foi assim que consegui que ela entregasse a mim a sua bundinha perfeitinha. Eu adoro comer uma bundinha! Eu adoro sentir o meu pinto sendo apertado por aquele cuzinho que se abre e por aquela bunda que balança. Eu gozei loucamente e ela também. Eu a abracei. Eu a acolhi junto ao meu peito. Eu sabia muito bem que a confiança é fundamental para que pudesse continuar sempre, e cada vez mais, comendo aquele cuzinho. Ela devia confiar que estaria lhe proporcionando prazer e estaria a valorizando por me dar prazer. Ela aprendeu a fazer sexo com homens idiotas. Ela aprendeu com aquele tipo de homem que detona a mulher em palavras e atos por ela ter feito exatamente aquilo que eles querem. Comigo nunca foi assim. Talvez, por isto, sempre tive várias mulheres prontas e dispostas a saciarem minha fome do sexo e o meu desejo de penetra-las nas mais diversas situações e posições. Hoje, quando completo muitos anos de prática da penetração, acredito que o sexo é uma arte. Uma arte que a gente pode aprender se tiver um bom professor. A primeira lição dessa arte é a valorização das mulheres, que são nossas companheiras e entram com corpo, mente e alma. Digo melhor, elas entram com os 4 B’s da felicidade: busto, buceta, bunda e boca. Como eu sempre as valorizei, elas sempre se sentiram bem ao meu lado. Por isto sempre quiseram oferecer a vagina para eu as degustar. Elas têm prazer e a entram com a vagina. Eu tenho prazer e entro com a minha boca e com o meu pinto. É uma complementação. Elas gozam. E eu fico feliz com isto. Eu tenho muito tesão em sentir uma mulher gozando enquanto rebola no meu pinto grosso. É gostoso, é muito gostoso.

Eu adoro ajudá-las a descobrir o quanto é gostoso saborear o meu pinto e o quanto é gostoso degustar o meu esperma. Elas aprendem a serem mulheres por inteiro. Elas aprendem usar a natureza a favor do prazer. Eu adoro as mulheres. Eu adoro sentir o meu pinto penetrando uma bucetinha que lacrimeja de alegria ao receber todo o calor e a potência do meu pinto duro.

Foi isto que aconteceu com a Joaninha. De mulher traída e desqualificada para um mulherão que sabia como ninguém a nobre arte da trepada. Como eu a valorizei, ela aprendeu a resgatar a sua auto-estima. Com a auto-estima elevada ela venceu o medo e o rancor e fez aquilo que eu tanto desejei: dispôs-se a aprender. Eu lhes pergunto: como é que eu poderia pensar algo ruim de alguém que se dispõe a aprender a me oferecer cada vez mais prazer, satisfação e alegria? Ela aprendeu a lamber o meu saco com ternura e tesão. Ela aprendeu a esfregar seus peitos nas minhas costas e sentir a minha pele se arrepiando. Ela aprendeu a dançar pra mim, ela se interessou em massagear o meu corpo. Ela fez muitas coisas. Eu também. Eu gozei muito.

Agora o a joaninha se vai. De outro seu corpo já é. Em mim ela sempre estará. Porque ela teve coragem. Coragem para sair de uma vida cheia de rancor para uma vida de aprendizagem, prazer e companheirismo.

Outras Joaninhas virão. Não iguais a ela. Cada uma com suas características, vontades e desejos. Mas, que Deus me ajude, que todas estejam dispostas a aprender e a conquistar uma sexualidade naturalmente prazeirosa. 

 

 Esta foto é um prêmio para a natureza que fez o que é belo. Mas, não é da Joaninha.

 

 

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23/08/2007

CPMF e a mídia agindo em causa própria

Os donos dos jornais são milionários que ganham muitos milhões. Uma pequena parte disso é redistribuída via CPMF.

Os banqueiros são bilionários que ganham muitos bilhões. Uma pequena parte disso é redistribuída via CPMF.

Muitos brasileiros são milionários que ganham muitos milhões a mais. Uma pequena parte disso é redistribuída via CPMF.

Eles são espertos. Bobos são os que acreditam neles.

Veja abaixo mais uma denúncia de como eles desejam manipular a verdade para se beneficiarem.

É a chamada bolsa Paris ou bolsa Helicóptero. Perguntaram a um destes abonados o que é mais importante fazer para o Brasil crescer: “cortar impostos, no Brasil se paga impostos demais, para um retorno baixo”. Depois perguntaram o que ele gostaria de fazer se ganhasse mais dinheiro: “investiria em um helicóptero, o transito de S. Paulo está horrível”. Ou seja, diminuindo impostos ele poderia comprar seu tão sonhado helicóptero. É a tal bolsa helicóptero.

Eu prefiro lutar para que os impostos sejam melhores utilizados.

  

CPMF: também quero R$ 14 mil por mês !

Deu em quase todo o impressalão: Globo, Veja, Folha, etc, a seguinte picaretagem:

"O pagamento da CPMF custará EM MÉDIA R$ 626,41 por família em 2007".

Como alíquota é 0,38% significa que nas contas bancárias de cada família teria que passar uma renda de quase R$ 165 mil por ano.

Quase R$ 14 MIL por mês !!!

Entenderam que querem nos fazer de bobos (de novo): querem nos fazer acreditar que os impostos DELES são repartidos por todas as famílias, sem REPARTIR a renda.

A Ivete Sangalo fará um show (e bota show nisso) em Teresina, Piauí, dia 23.
Seu empresário diz que o cachê costuma ser R$ 250 mil por show.
Por esse show ela pagará R$ 950,00 de CPMF em um único dia.

Uma família que ganha os R$ 950,00 por mês (o valor que Ivete Sangalo pagará de CPMF apenas no show em Teresina), desembolsa R$ 3,61 de CPMF no mês, ou R$ 43,32 no ano, muito longe da MÉDIA de R$ 626,41 por família.

Como o nome diz, imposto é igual tomar injeção, tomar vacina. Ninguém toma porque gosta, é porque precisa.

Do dinheiro da CPMF a maior parte vai para Saúde Pública, uma parcela menor para o Bolsa-família, e outra menor ainda para o Fundo de Combate à Pobreza.

Tudo verba social necessária, sem a qual o Brasil nunca chegará a ser um país desenvolvido.

E eu pergunto o que é melhor, mesmo para quem ganha R$ 950,00 por mês: pagar R$ 3,61 de CPMF por mês e ter uma saúde pública de qualidade melhor (que o governo Lula há de conseguir implantar nesse segundo mandato com a economia saneada), ou pagar um plano de saúde particular entre R$ 60,00 e R$ 800,00 por pessoa, conforme a idade?

Os DEMOS e a FIESP então fazendo outra campanha picareta, "Xô CPMF", nos moldes do CANSEI: são empresários, banqueiros e Donos de Planos de Saúde espertalhões que querem nos usar como massa de manobra de novo para os interesses DELES.

Querem se livrar da CPMF, porque é uma das principais ferramentas da Receita Federal para investigar sonegadores. Quem tem movimentação financeira alta, e paga pouco imposto de Renda, quase sempre está sonegando.

Querem sabotar a saúde pública, para obrigar a todos pagarem o que não tem aos planos de saúde privados.

Além disso, os DEMos acreditam que todos que tem conta em banco e pagam alguma coisinha de CPMF, irão ficar contra o governo Lula.

Sem querer, erraram de novo.

Eles cometeram o ato falho de denunciar a BRUTAL MÁ DISTRIBUIÇÃO DE RENDA brasileira.

Se a CPMF representa R$ 626,41 por ano a cada família, então cadê os R$ 14 mil que cada família brasileira deveria receber todo mês?

Vamos fazer essa perguntinha aos Deputados e Senadores dos DEMos?

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

 

Nota do Chicão: os principais beneficiados, se a CPMF acabar, serão os sonegadores. E o principal prejudicado será a classe média. Explico: como é que o governo vai poder aumentar, por exemplo, o valor deduzido no imposto de renda referente ao gasto com educação? Uma família que ganha R$4 mil por mês paga R$182,40 por ano de CPMF. Com um aumento de R$1mil no total a ser abatido do IR o benefício será de R$270,00. Só estou dando este exemplo, existem muitos outros. Agora, pense bem, você quer bancar viajens, lanchas e muito mais para a classe super-rica.

Eu sei como são as coisas. Eu mesmo sou um brasileirinho muito rico e sei bem o que eu faria com o dinheiro. Eu sou verdadeiro. Vou pegar uma guria gaúcha que estou conhecendo e vou viajar com ela ... o resto vocês imaginam.

 

 

22/08/2007

Gorilas, a luta para eles também sobreviverem

 

 

Repassado por Susy A L -

Um grupo de organizações ambientalistas está tentando apoiar os agentes florestais que protegem os últimos gorilas na natureza. São cerca de 700 gorilas que ainda sobrevivem nas montanhas da República Democrática do Congo. A região é dominada por conflitos armados entre grupos étnicos, caçadores e carvoeiros. Os animais ainda são atacados por esses grupos. Vários agentes morrem na luta para proteger os gorilas. Pelo menos, graças a internet, eles estão menos isolados agora. A ONG Fundo para Conservação da África, que apóia esforço para salvar os gorilas, criou um programa Wild Life Direct com blogs (http://www.wildlifedirect.org/index.php ) onde os agentes contam suas aventuras. - o site está em inglês, mas as fotos dizem por si só.

Nota do Chicão – ( http://blogchicao.tripod.com/ ) há alguns anos atrás surgiu um belo filme chamado “nas montanhas dos gorilas”, contando a história de uma conservacionista que lutou para protegê-los. Desde a época desta senhora a situação piorou muito. Principalmente, por causa das inúmeras guerras, que transformou o Congo num país dominado por gangues.

Mas, como nem tudo é desgraça no reino da ecologia, é bom lembrar que os esforços para salvar os Micos leões dourados estão tendo muito sucesso.

 

 

21/08/2007

ParaPAN: Brasil campeão

 

Agência Brasil – “O quadro final de medalhas nos 3º Jogos Parapan-Americanos Rio 2007 coloca o Brasil como a principal potência paraolímpica das Américas. Depois de sete dias de competições, quando foram disputadas medalhas em dez modalidades esportivas (atletismo, natação, tênis, tênis de mesa, basquetebol, futebol de sete, futebol de cinco, judô, levantamento de peso e voleibol)”

 

1º) Brasil - 83 medalhas de ouro, 68 de prata e 77 de bronze - total de 228 medalhas.

2º) Canadá - 49 medalhas de ouro, 37 de prata e 26 de bronze – total de 112 medalhas.

3º) Estados Unidos - 37 de ouro, 44 de prata e 36 medalhas de bronze – total de 117. medalhas

4º) México - 37 de ouro, 43 de prata e 37 medalhas de bronze – total de 117 medalhas.

Nota do Chicão: vale a pena acreditar e dar oportunidades às pessoas. Muitos não aproveitarão as oportunidades, outros agarrarão as oportunidades com garra e entusiasmo, darão bons frutos e serão bons exemplos para a sociedade. É por isto que este blog apoia a reforma agrária, o bolsa família, Prouni, a cota de vagas para negros e pobres nas universidades federais. Você sabia que as notas dos alunos cotistas, nas universidades onde já existem as políticas de cotas, é um pouco superior a média dos não cotistas? Lembra das vezes em que falaram que as cotas levariam para as universidades um bando de alunos despreparados e que não conseguiriam seguir o rítmo das aulas? É sempre a mesma ideologia: desqualificar tudo o que possa ajudar os mais humildes. Só muda o discurso. 

Viva os atletas do ParaPAN! 

Viva as políticas de inclusão social!

 

 

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20/08/2007

ParaPAN e a história da inclusão social 

 

 

Deu no blog do Gadelha http://www.blogdogadelha.blogspot.com/

Essa foto que  ... saiu no Globo mostrando a comemoração pela conquista da medalha de ouro no vôlei diz tudo. O quadro de medalhas, com o Brasil pela primeira vez campeão, aumenta ainda mais nossa emoção.

Obrigado, atletas.

 

Nota do Chicão – ( http://blogchicao.tripod.com/ ) – é belo ver esta imagem. Um pouco de história: faz apenas 20 anos que os movimentos sociais lançaram campanhas para a inclusão social. Estas campanhas incluíam, entre outras reivindicações:

- esporte adaptado para os deficientes físicos.

- reservas de vagas para deficientes físicos no serviço público e na iniciativa privada.

Eu me lembro bem da reação dos atuais cansados a estas reivindicações. Vamos relembrá-las:

- os jornais conservadores (Globo, Folha, Estado, etc.) sequer noticiaram as campanhas.

- os empresários, quando eram obrigados a se manifestarem, alegavam queda no lucro e ingerência indevida do governo nas empresas, gerando burocracia.

- nas rodas de conversa da classe alta era motivo de piadas e deboches. Eu me lembro que em uma reunião de negócios, depois que expus o tema, fui alvo de gozação generalizada. Uma pessoa(?) até comentou que em corrida de cadeira de rodas o competidor vai capotar e ainda vai usar isto como desculpa para pedir aposentadoria. Triste, não! Esta é nossa elite: desqualifica até o sujeito da cadeira de rodas, como se todos fossem sacanas. Só ela, a elite, não é.

 

NÃO ENTENDER A HISTÓRIA É REPETIR OS ERROS NO PRESENTE.

 

Os movimentos sociais conseguiram ganhos maravilhosos na sua luta por boas políticas de inclusão social. Ainda há muito o que fazer, muito já foi feito. Mas, é um engano achar que a elite mudou sua forma de ser e pensar. Apenas se tornou deselegante falar em público o que só deve ser dito em privado sobre o tema inclusão social.

A postura é a mesma: dentro do possível a mídia não divulga e muito menos debate o tema. Dentro do possível a mídia destila seus preconceitos com argumentos pseudo-racionais. A elite compra os jornais e revistas e suas empresas anunciam nelas. A classe média sonha em ser da elite e bobamente entrega o jogo. Exemplo: o programa de inclusão social dos Correios permitiu com que milhões de pessoas recebessem em casa cartas e encomendas. Receber carta em casa, do mesmo modo que acontece nos bairros da elite e nos de classe média. Você viu alguma notícia sobre isto nos jornais? Você sabia que os Correios, antes do atual governo, considerava antieconômico levar cartas até esta população?

Observe bem – a exclusão social não acontece por que a elite diz: somos sacanas, tudo para nós e nada para eles. Ela não fala isto jamais. É dissimulada. Há sempre razões de ordem “prática” e “racional” que geram a exclusão. E os bobos da classe média apóiam esta situação.

Não se entregava carta na casa dos mais humildes por ser antieconômico, entendeu? O dinheiro público deve ser utilizado para a Ivete Sangalo fazer o DVD do seu show e ficar bem mais riquinha e cansadinha. Isto é cultura, segundo eles, e vale a pena investir e apoiar. Entendeu? São quase um milhão de reais de recursos públicos para a princesa fazer o DVD do seu show. Tudo dentro da lei. Já que a lei é feita para levar o dinheiro para os bolsos dos mais ricos e deixar sem recursos os mais pobres. Afinal, entregar cartas nas casas dos mais humildes é antieconômico, não era isto que se dizia.

 

 

 

19/08/2007

 

Uma resposta inteligente e sensível.

Revista Teoria e Debate: Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no dia 2 de agosto último, o cientista político Leôncio Martins Rodrigues diz que as pessoas estão tomadas por um estado de horror com a situação nos aeroportos e os erros de português do presidente, como se os dois exemplos tivessem o mesmo peso. Por que, para essas pessoas, filas em hospitais públicos e gente dormindo na rua não causam o mesmo horror?

Marilena Chauí: Evidentemente, não têm o mesmo peso. Mas o interessante é que sejam apresentadas como se o tivessem. Por quê? Como se sabe, um dos aspectos definidores da classe média no capitalismo é o medo da proletarização e a identificação com os valores da classe dominante – a classe média quer “subir” e tem medo, pânico, de “cair”. Ora, no Brasil, um dos elementos de ascensão social e marca de prestígio para a classe média é o diploma universitário – como dizem alguns estudiosos, a relação da classe média com a educação é cartorial, isto é, não se volta para a qualidade da educação, e sim para a posse do diploma. Um presidente da República operário, sem diploma universitário e que comete erros de português é algo assustador para a classe média, pois coloca por terra seus mais caros valores.

Do ponto de vista da psicologia social e da ideologia, os erros de português têm o mesmo peso que a situação dos aeroportos, em primeiro lugar, porque ambos dizem respeito à vida da classe média, e, em segundo lugar, porque causam o horror da perda de referenciais que asseguram essa mesma classe sua auto-imagem. Dessa maneira, ela passa do preconceito de classe ao ódio de classe, o que é muito perigoso numa democracia frágil como a nossa. (Detalhe: para quem, como eu, que escuta rádio e vê noticiários de TV e capítulos de telenovela, os erros de português de Lula são nada: a mídia – supostamente universitária, ilustrada e competente – assassina a língua portuguesa diariamente durante 24 horas!)

Tenho dito que me espanta o silêncio e mesmo o descaso da mídia e dos intelectuais com greves do INSS, que causam centenas de mortes, ou com a situação das crianças e moradores de rua das grandes cidades, que passaram a fazer parte da paisagem como os semáforos, os veículos e os pedestres. Em contrapartida, há uma comovente e quase religiosa devoção midiática com relação aos atrasos de vôos e greves dos controladores aéreos. O curioso, porém, é ver um intelectual como Leôncio fazer coro a isso. É curioso, mas não surpreendente, pois Leôncio sempre foi crítico do PT desde a fundação do partido, afirmando que era um partido da “aristocracia operária”! De todo modo, ele coloca a sociologia a serviço do preconceito de classe e se torna uma espécie de porta-voz da classe média e dos endinheirados da Oscar Freire.

 

 

 

16/08/2007

 

Da hipocrisia à liberdade, da mentira à satisfação

  

Outro dia o dono de uma “boite”, ou seja, de um puteiro foi preso sob a acusação de facilitação à prostituição. Engraçado, nenhum dono de jornal jamais foi preso com esta acusação, apesar dos classificados dos jornais estarem recheados de mulheres se oferecendo para sexo pago. O homem foi preso, uma prisão fruto de uma sociedade hipócrita.

Libertários de todo o mundo prestem atenção e tenham no pensamento racional um parceiro para não reproduzir os pensamentos da dominação.

Vamos refletir sobre os fundamentos ideológicos deste assunto:

Incentivar o negativo e favorecer a hipocrisia é fundamental para manter um estado de espírito deprimido e sem vitalidade. Daí a necessidade de associar sexo com crime.

A igreja católica, a igreja evangélica, os muçulmanos, budistas, todos os que querem dominar os povos que estão sob sua influência, sempre associam sexo a algo negativo. E, mais do que isto, cravam o sexualidade de mil regras que acabam fazendo com que a imensa maioria das pessoas sejam insatisfeitas com a própria sexualidade e com a própria vida.

Exemplo: se a mocinha gosta de transar ela é galinha, vagabunda, biscate. A menos, é lógico, que ela só transe com o marido, depois de casada, e que mantenha a descrição, não troque carinhos em público, evite comentários sobre sexo, não se interesse em aprender mais sobre o assunto, não demonstre todo o seu tesão para não gerar insegurança no parceiro, evite o sexo anal que é nojento, não tenha fantasias sexuais (ou tenha umas bem fraquinhas), evite a ejaculação masculina que também é nojenta, não veja pornografia para não se excitar vendo o pinto de outro, etc, etc, etc. São tantas as regras que a maior parte dos casais acabam preferindo matar, aos poucos, o prazer do sexo e os carinhos dele resultantes.

A origem da hipocrisia deriva do fato de que o sexo é natural, simples e elegante; isto não coaduna com as colocações daqueles que querem nos desviar do que é natural, a fim de dominar nossos pensamentos. A flor é a sexualidade da planta querendo ser polinizada. Os animais se exibem para conquistarem parceiros. O pavão, por exemplo, não abre sua cauda para mostrar sua beleza. Antes, ele abre a cauda com a finalidade de atrair uma fêmea, para penetrá-la. O sexo anima a vida, enriquece a vida, nos torna mais alegres e bem humorados. O sexo nos aproxima das pessoas. Sexo não é apenas bom, mas acima de tudo necessário para quem deseja evoluir como humano e desenvolver a bondade.

Quanta alegria traz ao mundo a mocinha que vocês chamam de biscate? Quanto carinho elas merecem receber por oferecer e gostarem daquilo que nós também gostamos? Elas são verdadeiras. Elas são transparentes. Eu me lembro de uma delas, que muita alegria me trouxe e a quem sou muito grato, pegando meu pinto, olhando fixo para ele e falando: eu adoro este pinto. Ela foi verdadeira, e a verdade dela me fez sentir muito bem. O que devo sentir por ela: raiva ou gratidão? Certamente os dominadores querem te induzir a sentir raiva de tão nobre pessoa, que escolhe o que é bom, é verdadeira e é capaz de usufruir em parceria.

Meu amigo e minha amiga, rompa com a força do negativismo em vossa mente. Olhe a realidade, que é bela, já que foi Deus quem a criou. A realidade é que o sexo faz parte e que as regras são criações humanas.

Existem os que comercializam o sexo. Uns compram e outros vendem. São pessoas livres que escolheram este caminho. Que mal há nisto? São pessoas LIVRES. Uns dizem dos donos dos puteiros: "eles exploram estas mulheres". Certamente exploram. Eles estão nesta profissão para ganhar dinheiro e todos os intermediários ganham para serem intermediários. Que mal há nisto? Outros dizem: "que pouca vergonha!" É verdade: que pouca vergonha; isto é bom, é belo. Para que serve a vergonha senão para induzir a pessoa a ter baixa auto-estima? Ter pouca vergonha é ótimo. É uma maravilha. Significa que a pessoa está começando a romper com o amontoado de regras que lhe dominava a mente.

Outro diz vi uma foto de uma mulher de perna aberta. Uns diriam: "que vulgaridade!" Eu digo: que belo que ela se permite ser vulgar. Em alguns momentos ela pode não ser vulgar e em outros pode ser vulgar, não é bom? No trabalho ela não precisa abrir as pernas e se exibir para todos. Mas, na hora do sexo ou dos jogos eróticos é ótimo ser vulgar. É ótimo se exibir.

Vocês entenderam: há um monte de “você não pode isto, não pode aquilo”. Tudo em desacordo com a natureza humana. O que gera sofrimento e a hipocrisia.

Um dia, na minha adolescência, eu conheci uma menina. Gostosa, de olhos verdes, peitos empinados, pele macia e disposta a conhecer o meu corpo e eu disposto a conhecer o dela. Mas, tudo se complicava porque o que ela queria era "errado". O negativismo dominante lhe avisava: se ela fizesse o que eu queria, eu iria usá-la e depois ela ficaria "falada" e ninguém mais iria querer "algo sério com ela".  Ou seja, ela só serviria para ser biscate. E ela, com toda razão, não queria se reduzir a isto. Como romper com esta situação: poderia falar que estava apaixonado e que iria casar com ela, só para transar com ela. - Olha a mentira, irmã siamesa da hipocrisia -. Eu decidi: “Não, não vou mentir”. Propus que nós aprendêssemos juntos. - Olha o positivo-. Juntos iríamos aprender e descobrir como ter muito prazer e nos respeitar um ao outro. Se há respeito não há o termo vagabunda, que necessita que se desqualifique o outro. Se há descoberta em conjunto há parceria e cumplicidade. A auto-estima se desenvolve. O resultado: nós dois nos tornamos muito mais confiantes um com o outro e confiante na hora de enfrentar as dificuldades da vida. Me lembro ainda hoje quando a coloquei pela primeira vez quatro e examinei detalhadamente sua bunda. Ela me perguntou se havia estria em sua bunda. Eu respondi, que não havia, mas, mesmo que tivesse ela não seria capaz de mudar a beleza do que estava vendo. Eu me sentia íntimo. Nós nos sentíamos aceitos e seguros. Nesta condição o tesão se multiplica e de pau duro a penetrei. Ela sabia que o que recebia era bom e eu sabia que ali estava alguém com quem eu podia ser verdadeiro e sem máscaras.  Durante anos trepamos felizes e satisfeitos. Conversamos, perdemos a vergonha, ficamos despudorados, fizemos todas as posições vulgares que são necessárias para explorar o corpo do parceiro. Mas, nunca namoramos. Nunca nos apaixonamos. Fomos companheiros: um ligava para o outro e um orientava e dava força para o outro. Ela foi minha puta e eu seu puto: com gratidão, carinho e felicidade. Trepamos gostoso. Meu esperma deve ter coberto cada centímetro daquele corpo. Fomos felizes. Fomos amigos. Somos melhores hoje porque permitimos que o outro se transformasse em algo bom, e porque vivemos nossas vidas com mais experiência e sabedoria ( ou seria mais útil gastar nosso tempo assistindo várias novelas, como muitas “boas mocinhas” fazem?).

Se eu e a menina tivéssemos ficado prisioneiros do negativismo e da hipocrisia reinante o desfecho desta história seria outra: ela me veria de modo negativo e eu a veria de modo negativo. Eu queria desvirginá-la, ou seja me aproveitar dela, e isto seria nomeado como algo ruim. Ela teria que temer e, portanto, se retrair. Se retrair seria algo virtuoso, e no futuro haveria benefícios por este ato; toda recompensa sempre no futuro e no presente só o perigo e a destruição. Eu seria negativizado, meu desejo de descoberta seria negativizado. Em meio a tanto negativismo só haveria espaço para a mentira, a manipulação e a falta de confiança. Seria outra história, como muitas outras; a maioria.

 

Abaixo um presente para você que leu até aqui. Aproveite para sentir e para refletir.

 

 

 

 

15/08/2007

cansada do quê, mesmo?

 

O senador Joaquim Roriz foi pego em flagrante. Ele foi o coordenador da campanha do G. Alckmin no Distrito Federal.

O Renan Calheiros está sendo acusado de roubalheira. Ele foi ministro do governo Fernando Henrique Cardoso

O ex-deputado Lino Rossi foi preso por sua participação no escândalo dos sanguessugas. Ele foi filiado ao PSDB (na época da roubalheira) e teve o dinheiro liberado pelo José Serra (ex-ministro da saúde - que liberou mais de 70% dos recursos para os sanguessugas)

Mensalão? O senador Eduardo Azevedo, ex presidente do PSDB, recebeu milhões de reais do Marcos Valério

Prisão de político? O Senador Lucena, PSDB da Paraíba, já foi preso e responde por desvio de dinheiro quando era prefeito.

E tem muito mais. Paro por aqui porque senão vomito.

É bom lembrar que o pior de todos os crimes foi cometido pelo Alckmin, que deixou 70% das escolas estaduais de S. Paulo com falta de professores. Economizou com os salários dos professores para realizar gasto recorde de publicidade. Você acha que é atoa que os jornais conservadores são tão gratos a ele? As crianças ficaram sem aula e os donos dos jornais ganharam milhões.

Da Ivete Sangalo eu adoro as coxas. Maravilhosas! Mas a cabeça ... como ela se "cansa com tudo o que está aí" e se alia ao que há de mais podre no Brasil? O sócio dela no Cansei é um arrecadador de dinheiro da campanha do Alckmin, o mesmo que deixou sem professor 70% das escolas estaduais de S Paulo. Disto ela não se cansou? Dá para levar a sério estes tipinhos?

Êta, Brasil!  

 

 

14/08/2007

Reflexões sobre o “caos aéreo” e o egoísmo dos mais ricos

 

Há algum tempo eu li o comentário abaixo no Blog Antijornalismo:

“Esse papo de caos aéreo, inventado pela imprensa escrota, pegou até em quem não acreditava nele. Convém lembrar que esse congestionamento de vôos, pousos e decolagens só existe em São Paulo. Os outros aeroportos estão às moscas. O segundo maior aeroporto, o Galeão, por exemplo, tem capacidade ociosa.

O problema é que todos os vôos passam por São Paulo, como bem disse um anônimo aqui, reclamando do bairrismo paulista. Não é exatamente um bairrismo, é que São Paulo é o maior destino dos passageiros e por isso fica mais barato para as companhias fazerem conexões por aqui.”

 

Como prego o racionalismo (não acredite em nada até ter bons fundamentos), fui investigar. E encontrei coisas interessantes:

- o aeroporto do Galeão- RJ opera com 28% da sua capacidade.

- o prefeito de São Paulo quer gastar 500 milhões de reais para criar uma área de escape para as aeronaves de Congonhas.

- Congonhas teve mais de 4 milhões de pousos e decolagens nos últimos 20 anos. Sendo que os dois acidentes com os aviões da TAM foram causados por falha humana/mecânica. Portanto, nada a ver com o aeroporto e sua pista.

- As UTIs dos hospitais municipais de São Paulo estão em estado deplorável, com equipamentos velhos e em quantidade pequena.

- que os investimentos em reforma, ampliação e treinamento de professores foram reduzidos significativamente pelo Serra e agora continuam baixos com o atual prefeito.

 

Agora vamos juntar tudo isto e ver o que podemos concluir:

a) que parte do apagão aéreo simplesmente não existiu. Foram problemas com controladores de vôo, e com o tráfego concentrado em Congonhas. Todo mundo viajou, mesmo que tenha atrasado um pouco.

b) a classe alta e os milionários sabem se defender bem melhor que as classes baixas. Os ônibus urbanos vivem atrasando e são de péssima qualidade e nem por isto eles armam a pressão que estes mais abonados realizam (com ajuda dos milionários donos dos meios de comunicação)

c) para resolver grande parte do problema não precisa investimento. Basta transferir boa parte dos vôos internacionais para o Galeão e parte dos vôos nacionais para Viracopos (este com pequenas obras)

d) a pista de Congonhas é mais segura do que viajar pela rodovia dos Bandeirantes (considerada a melhor estrada do Brasil).

 

Mas, o melhor(?) vem agora:

e) - se uma cidade não tem luz e o prefeito resolver colocar luz, quem a recebe primeiro? A parte mais rica da cidade.

-se uma cidade não tem água tratada e o prefeito resolver investir em saneamento, quem é contemplado primeiro? A parte mais rica da cidade.

- se uma cidade não tem esgoto e o prefeito resolver colocar esgoto, quem o recebe primeiro? A parte mais rica da cidade.

- se uma cidade não tem asfalto e o prefeito resolver asfaltar as ruas, que área da cidade é beneficiada primeira? A parte mais rica da cidade.

- se uma cidade não tem coleta de lixo e o prefeito resolver fazer a coleta domiciliar, quem é beneficiado primeiro? A parte mais rica da cidade.

PERCEBERAM: é tudo primeiro para os mais ricos e poderosos.

E TEM MAIS: os bairros dos mais abastados recebem água, luz, esgoto, asfalto, coleta de lixo ...  e só depois que eles receberam tudo é que começam as benfeitorias nas periferias das cidades. É de um egoísmo brutal, que só sobrevive porque os mais humildes acham que “é assim mesmo” e não reagem.

f) como os mais ricos já possuem água, luz, esgoto, asfalto, clube, ... agora exigem que o grosso do dinheiro público seja para lhes oferecer um meio de transporte de primeiro mundo, perfeito e maravilhoso. Até porque eles usam cada vez mais avião.

g) o almofadinha do Kassab propõem torrar 500 milhões de reais com Congonhas, para fazer uma área de escape para quem sabe, em algum momento, nas próximas décadas, salvar vidas. Lógico: salvar vidas dos muitos ricos que sempre viajam de avião e de uma parte da classe média que viaja de vez em quando.

h) com 500 milhões de reais dá para melhorar a UTI de aproximadamente 150 hospitais. É só fazer as contas: todos os dias poderiam ser salvas centenas de vidas. Vidas de pobres e da classe média é melhor que se diga. Mas, pela lógica do investimento público no Brasil isto só poderia acontecer depois que os muitos ricos resolvessem todos os seus problemas (atualmente de transporte aéreo).

 

ESTÁ NA HORA DE MUDAR ISTO!

PRIMEIRO VAMOS RESOLVER OS PROBLEMAS DOS MAIS HUMILDES E DO GROSSO DA CLASSE MÉDIA.

O QUE ESTÁ EM JOGO É PARA ONDE VAI O DINHEIRO PÚBLICO.

Fique de olho! Não é por acaso que o Brasil é um dos campões de desigualdade social.

 

 

 

13/08/2007

Pensamento do livre pensador racional:

Não acredite em nada até ter bons fundamentos.

Não seja um reprodutor da injustiça. Liberte-se! Para isto estude, pense e reflita. Rompa com os condicionamentos mentais que te embrutece e te leva a ser partícipe do que está errado.

Jamais imagine que você é inocente. Isto é um erro.

 

 

12/08/2007

Olá queridos!

Aqui estou para trazer até vocês o melhor que eu posso e a minha melhor experiência. Quem vier ler este blog terá um enorme prazer de poder refletir sobre vários assuntos, que eu espero, venham contribuir para uma vida melhor, mais harmônica, mais feliz e com maior vitalidade.

O que eu gostaria mesmo é que você, que este blog, tenha ao final da leitura a sensação de que algo bom se construiu dentro de você.

Que a paz e a gratidão nos ajude a neste caminho.

A proposta deste blog é ser simples e fácil de ler. Sem muitos aparatos tecnológicos.

A cor amarela reverencia nossa posição nacionalista.

 

Lhes saúdo com esta maravilha de fotografia, que demonstra a essência do desejo e da arte de aproveitar as oportunidades que a vida nos apresenta.

Um brinde! Um brinde para quem gosta de ver e apreciar a natureza que Deus criou.

 

 

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